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UE pondera treinar soldados ucranianos

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De  Euronews  com AFP, AP
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Josep Borrell
Josep Borrell   -   Direitos de autor  Jean-Francois Badias/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved.

A União Europeia (UE) quer aumentar o envolvimento no esforço de guerra de Kiev, e os 27 ponderam avançar com uma missão para formar soldados ucranianos. A missão teria lugar em países vizinhos da Ucrânia, disse o Alto Representante da UE para a Política Externa, numa conferência de imprensa em Santander (norte de Espanha). Josep Borrell revelou que a proposta será discutida na próxima semana, em Praga, no Conselho de Ministros da Defesa da UE, justificando a ideia com a “própria natureza do conflito ucraniano”, que começou há quase seis meses. O chefe da diplomacia europeia recordou que muitos países, tanto dentro como fora da UE, já fornecem à Ucrânia equipamento militar e que "alguns" já fornecem bilateralmente "a formação necessária para utilizar este equipamento". Salientou que esta missão de apoio ao exército ucraniano não seria apenas uma missão clássica de treino, mas também "para ajudar a organizar o exército".

Nesta segunda-feira, a Ucrânia reconheceu que cerca de 9 mil soldados foram mortos desde o início da invasão russa. Durante uma intervenção num fórum em Kiev, o comandante-chefe do exército disse que as crianças ucranianas precisavam de atenção especial porque os pais "estavam provavelmente entre os heróis que tinham sido mortos". Foi uma das raras declarações de oficiais ucranianos sobre as perdas militares de Kiev na guerra. A estimativa anterior data de meados de abril, quando o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy identificou 3 mil soldados ucranianos mortos e cerca de 10 mil feridos desde o início da ofensiva russa.

No campo de batalha, continuam os relatos de bombardeamentos contínuos perto da maior central nuclear da Europa. Depois do Secretário-Geral da ONU ter apelado à prudência durante uma visita à Ucrânia na semana passada, o presidente dos Estados Unidos discutiu ontem a questão com os líderes de França, Alemanha e Reino Unido. Os quatro líderes salientaram a necessidade de acabar com as operações militares na região para evitar um desastre nuclear e apelaram a que a agência de energia atómica da ONU fosse autorizada a visitar a central o mais rapidamente possível.