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Elon Musk retira suspensão de jornalistas no Twitter após críticas e ameaças

Elon Musk em março de 2022
Elon Musk em março de 2022 Direitos de autor Patrick Pleul/Pool via AP, File
Direitos de autor Patrick Pleul/Pool via AP, File
De  Francisco Marques
Publicado a Últimas notícias
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O novo dono da rede social Twitter ordenou a suspensão de contas que divulgassem dados privados em tempo real e arrastou jornalistas na censura. Da União Europeia recebeu a ameaça de sanções

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Elon Musk foi derrotado pela revolta levantada na rede social Twitter e vai reverter a suspensão de diversas contas ordenada na quinta-feira por alegadamente alguns utilizadores estarem a divulgar dados privados de outras pessoas, incluindo e sobretudo, do próprio novo dono da plataforma do passarinho azul.

A decisão controversa do milionário motivou muitas críticas e até uma ameaça de sanções na União Europeia.

"O povo falou. As contas que divulgaram a minha localização vão ter a respetiva suspensão levantada, agora", escreveu Musk, no final da noite de sexta-feira, já manhã na Europa, e pouco mais de 48 horas após ter anunciado a censura de "todas as contas que divulguem a localização em tempo real de quem quer que seja".

A decisão sem precedentes de quinta-feira atingiu as contas de diversos jornalistas que escrevem e falam sobre a Twitter e a nova gestão da rede social.

O "ataque" de Musk aos jornalistas provocou uma revolta inclusive na Twitter e motivou um coro de críticas até de governos, como o alemão, ou de organizações como a União Europeia ou as Nações Unidas.

Questionado na sexta-feira sobre a suspensão de contas de jornalistas na Twitter, Stéphane Dujarric disse que "a voz dos meios de comunicação não deve ser silenciada numa plataforma que professa a liberdade de expressão".

"Ficamos muito perturbados pela suspensão arbitrária de contas de jornalistas a que assistimos na Twitter. A medida cria um precedente perigoso numa altura em que jornalistas por todo o mundo enfrentam censura, ameaças físicas e até pior", afirmou o porta-voz da ONU.

A vice-presidente para os Valores e da Transparência na Comissão Europeia também se manifestou "preocupada" pelas noticias sobre "a suspensão arbitrária de jornalistas na Twitter".

"A Lei dos Serviços Digitais da União Europeia exige o respeito pela liberdade de imprensa e pelos direitos fundamentais. Isto é reforçado pela Lei da Liberdade de Imprensa. Elon Musk deve estar a par. Há linhas vermelhas. E sanções, em breve", escreveu Věra Jourová, também na rede social Twitter.

O caso começou com a suspensão da @ElonJet, uma conta criada por um estudante e que seguia os movimentos do jato particular de Elon Musk, já com meio milhão de seguidores.

O novo dono da rede social, adquirida no final de outubro por mais de 40 mil milhões de euros, foi um pouco mais longe e ordenou a suspensão de "todas as contas que divulguem a localização em tempo real de quem quer que seja", por considerar esta alegada prática "uma violação da segurança física".

"Isto inclui a partilha de ligações para páginas com informação de localizações em tempo real", acrescentou Musk, numa publicação no final da noite de quinta-feira, em que juntou um alegado episódio de perseguição ao carro onde seguia o artista Lil X em Los Angeles por alguém que pensaria tratar-se do dono da Twitter.

Agora e após uma suposta sondagem realizado na própria rede social Twitter, a dois tempos, em que na mais recente quase 60% dos utilizadores participantes votaram pelo levantamento imediato das suspensões, o  milionário decidiu reverter a ordem.

E assim tudo deverá voltar ao normal, neste aparente novo brinquedo do milionário Elon Musk.

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