Ucrânia prepara ofensiva para a primavera

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De  Oleksandra Vakulina
Sasha Vakulina
Sasha Vakulina   -   Direitos de autor  Euronews

O chefe da direção principal dos serviços secretos militares da Ucrânia, Kyrylo Budanov, afirma que as forças ucranianas pretendem lançar uma grande contraofensiva em todo o país na primavera de 2023. Numa entrevista ao canal de televisão norte-americano ABC News, Budanov diz esperar que em março de 2023 os combates sejam os mais intensos, adiantando que os militares ucranianos estão a planear um grande avanço na primavera que libertará o território "da Crimeia ao Donbass" e traçará "as derrotas finais para a Federação Russa". 

Oficiais ucranianos já tinham dado sinais de vão tentar alargar as posições através de uma série de operações contraofensivas ainda no inverno.

O grupo de reflexão do Instituto para o Estudo da Guerra considera que as duas ofensivas não são mutuamente exclusivas e "podem ser utilizadas para estabelecer condições para uma operação contraofensiva de maior dimensão na primavera". 

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Operações em curso na UcrâniaEuronews

No terreno, as forças russas continuam a tentar recuperar posições perdidas ao longo da linha Svatove-Kreminna.

Prosseguem também os ataques terrestres em redor de Bakhmut. O Estado-maior ucraniano diz que as tropas russas foram travadas, a norte de Bakhmut perto de Krasna Hora, a nordeste ao lado de Soledar, e a sul, junto a Mayorsk

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Ucrânia diz que travou ofensiva russa à volta de BakhmutEuronews

As forças russas continuaram a restabelecer a capacidade militar e montaram operações defensivas na região de Kherson. O Ministério russo da Defesa divulgou imagens das suas tropas na margem oriental do rio Dnipro.

Os analistas norte-americanos do Instituto para o Estudo da Guerra não detetaram para já qualquer sinal de um abrandamento das operações das forças ucranianas, em preparação da grande contraofensiva esta primavera anunciada pelo chefe da secreta militar. Budanov diz que os ataques serão cada vez mais e "mais profundos" dentro da Rússia, recusando no entanto comentar o envolvimento da Ucrânia em bombardeamentos anteriores em território russo.