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Dissidentes russos reuniram-se em Varsóvia para preparar o futuro da Rússia sem Putin

Congresso da oposição russa em Varsóvia, na Polónia
Congresso da oposição russa em Varsóvia, na Polónia Direitos de autor Euronews
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A oposição russa reuniu-se na capital polaca, no Congresso dos Deputados do Povo, com o objetivo de refletir e preparar o futuro da Rússia sem Vladimir Putin.

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O Congresso dos Deputados do Povo realizou-se em Varsóvia, por iniciativa de um dos líderes da oposição russa, Ilya Ponomarev, ex-deputado russo na Duma, conhecido pelo seu voto contra a anexação da Crimeia em 2014.

Ilya Ponomarev deixou a Rússia e passa a maior parte do tempo na Ucrânia, ao mesmo tempo que tenta mobilizar os russos que vivem fora da Rússia e se opõem ao regime de Vladimir Putin.

O objetivo do, já terceiro, congresso foi trabalhar e votar uma nova constituição russa pelo autoproclamado parlamento russo no exílio.

Agnieszka Legucka, do Instituto Polaco de Assuntos Internacionais PISM, explica: "Ele está a trabalhar com os seus delegados para preparar um "sistema jurídico pós-Putin" e está a dizer que o regime de Putin capturou o povo russo, por isso está a trabalhar para o libertar. Ele precisa de alguma legitimação depois da guerra, talvez quando Putin deixar o seu cargo".

Muitas pessoas, políticos e até especialistas estão a observá-lo, digamos, à distância. Isso deve-se ao seu passado, mas também ao seu apoio a operações militares na frente contra a Rússia, especialmente à "Legião Svoboda" [Legião da Liberdade] - uma unidade russa que luta ao lado da Ucrânia, bem como a grupos partidários dentro da Rússia, como o de Belgorod. É também membro do chamado parlamento.

Ilya Ponomarev afirma: Estamos aqui nas instalações do Congresso dos Deputados do Povo, que é o parlamento. Há defensores dos direitos humanos, grandes jornalistas, grandes ativistas políticos. O objetivo é construir uma nova Rússia. O objetivo é aprovar a nova Constituição, aprovar o novo conjunto básico de leis e criar um parlamento de transição que funcione desde o momento da mudança de regime até ao momento em que o parlamento normal e plenamente legítimo seja votado pelos russos comuns. Não estou a dizer que temos a legitimidade máxima, que somos o poder da Federação Russa, mas pelo menos somos alguma coisa".

Numa entrevista a um jornalista polaco, Ponomarev explicou as ações dos grupos que lutam ao lado da Ucrânia e a sua visão para o futuro da Rússia.

A jornalista Magdalena Chodownik, que acompanha os trabalhos em Varsóvia, refere que nem todos os ativistas políticos da oposição russa veem com bons olhos as ações do chamado parlamento - em primeiro lugar, apontam a falta de eficiência, a falta de um impacto real.

Anastasia Sergeeva, do Conselho Civil Russo, tem uma opinião crítica destes encontros e afirma: "Ninguém tem interesse, nem sequer se questiona, sobre como pode influenciar o que está a acontecer na Rússia. Não pensam em como podem alterar a situação e o máximo que propõem é uma espécie de "vamos fazer contra propaganda" ao que Putin faz. Nos eventos, nas conferências, nos congressos, infelizmente, não se ganha a guerra. Vão falar, exibir-se, ficar muito contentes consigo próprios, mas o que é que vai acontecer? Não vai sair nada, como sempre".

"Os ativistas da oposição russa criam muitas iniciativas novas, como este congresso, ou mesmo unidades armadas que apoiam o exército ucraniano na luta contra a Rússia. Infelizmente, aquilo a que chamamos coletivamente "a oposição russa" parece estar muito dividida e competitiva hoje em dia", conclui a repórter Magdalena Chodownik.

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