Líder da Autoridade Palestiniana acusa Israel de "genocídio" diante de Blinken

Antony Blinken com Mahmoud Abbas em Ramallah
Antony Blinken com Mahmoud Abbas em Ramallah Direitos de autor Jonathan Ernst/Pool photo via AP
De  Francisco Marques
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Líder da Autoridade Palestiniana recebeu Antony Blinken em Ramallah e, numa das raras manifestações desde o ataque do Hamas a 7 de outubro, catalogou a estratégia israelita como um crime de guerra

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O Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, reiterou as acusações dos opositores de Israel de estar em curso um "genocídio" na forma como está a decorrer o contra-ataque ao Hamas pelo atentado de 7 de outubro, que fez mais de 1.400 mortos.

A denúncia surgiu durante a receção ao secretário de estado dos Estados Unidos da América, Antony Blinken, na sede do governo palestiniano, em Ramallah, na Cisjordânia.

Abbas, que pouco se tem manifestado desde o ataque do Hamas, denunciou assim a operação israelita em Gaza, que já terá feito mais de 9.400 mortos, de acordo com as autoridades do enclave palestiniano.

"Encontramo-nos de novo em circunstâncias extremamente difíceis. Não há palavras para descrever a guerra de genocídio e destruição a que o nosso povo palestiniano em Gaza está sujeito às mãos da máquina de guerra israelita, sem ter em conta o direito internacional", afirmou Mahmoud Abbas, citado pela agência Wafa.

O líder palestiniano reconhecido pelas Nações Unidas exigiu ainda a "suspensão imediata" da guerra em Gaza e a aceleração do fornecimento de ajuda humanitária à Faixa de Gaza, incluindo combustível, produto que Israel tem bloqueado alegando que iria ser desviado para uso do Hamas na resistência à contraofensiva, num conflito que, no global, já ceifou mais de 10 mil vidas em 30 dias e muitas delas meras crianças.

Mahmoud Abbas sublinhou que a Faixa de Gaza é parte integrante do Estado da Palestina e garantiu que a Autoridade Palestiniana assumirá todas as responsabilidades "no quadro de uma solução política abrangente tanto para a Cisjordânia, incluindo Jersualém Oriental, como para a Faixa de Gaza."

O líder palestiniano distanciou-se do Hamas e sublinhou que a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) é o único representante legítimo do povo palestiniano e é quem toma decisões sobre tudo o que diga respeito aos palestinianos.

Por seu lado, revelou o porta-voz do chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, que se encontra a realizar um périplo pelo Médio Oriente para tentar evitar um agravamento regional do conflito em Gaza e até pressionar Israel a aceitar pausas humanitárias na contraofensiva, ter-se-á manifestado perante Abbas contra "a deslocação forçada" de palestinianos promovida por Israel dentro da Faixa de Gaza.

Blinken terá ainda apelado ao fim da "violência extremista" contra os palestinianos na Cisjordânia ocupada, onde a comunidade internacional receia que a revolta aumente e o conflito se possa agravar.

Outras fontes • AFP

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