Zelenskyy admite que está a preparar renovação das chefias ucranianas mas não fala de Zaluzhnyi

Presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy
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O despedimento do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia tem sido apontado como imimente. Agora, o presidente ucraniano veio admitir que está a preparar mudanças, mas que não se limitam aos altos dirigentes militares.

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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, admitiu que está a preparar uma remodelação nos cargos de topo do país, depois de semanas de rumores sobre a iminente demissão do comandante das Forças Armadas ucranianas.

Valerii Zaluzhnyi, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, é muito popular na Ucrânia, mas tem acumulado divergências com o chefe de Estado sobre a forma como está a ser conduzida a guerra de quase dois anos com a Rússia. 

Numa entrevista à televisão pública italiana este domingo, Zelenskyy explicou que as mudanças que está a preparar não se esgotam num único cargo nem sequer no sector militar.

"Quando falo em mudança, tenho em mente algo sério que não diz respeito a uma única pessoa, mas à direção da liderança do país", afirmou. 

"Temos de empurrar todos na mesma direção, não podemos perder ânimo, temos de ter energia positiva, a negatividade tem de ser deixada em casa", acrescentou o presidente ucraniano.

O desentendimento entre Zelenskyy e Zaluzhnyi ficou evidente aquando da contraofensiva lançada pela Ucrânia no ano passado, e que conseguiu ganhos limitados no sul e leste da Ucrânia. 

Num artigo para a revista britânica The Economist, Zaluzhnyi tinha escrito que a guerra entrara numa nova fase de atrito, o que lhe mereceu um comentário de reprovação por parte de Zelenskyy. 

Em entrevista à CNN, na semana passada, Zaluzhnyi disse que algumas instituições ucranianas estavam a impedir o país de atingir os seus objetivos porque não queriam aplicar medidas impopulares, como a mobilização em massa. 

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas ucranianas tornou-se popular entre os ucranianos ao liderar as operações que impediram o avanço dos russos sobre Kiev no início do conflito, bem como as movimentações posteriores que permitiram à Ucrânia reconquistar áreas consideráveis de território no sul e nordeste.

Rússia lança ataque em Avdiivka

As tropas russas responderam à ofensiva ucraniana em Lysychansk com uma forte investida à linha da frente em Avdiivka, onde as batalhas têm sido particularmente intensas, com as forças de Moscovo a tentarem cercar os ucranianos.

As autoridades russas anunciaram a morte de vinte e oito pessoas, incluindo uma criança, na sequência de um atentado bombista ocorrido no sábado em Lysychansk, cidade que está sob controlo russo.

As autoridades de Luhansk afirmaram que as Forças Armadas Ucranianas atacaram a cidade usando projéteis HIMARS. A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, afirmou que Moscovo espera que as organizações internacionais “condenem rápida e incondicionalmente ” este ataque .

O exército de Kiev está também em posição defensiva em Kupiansk, Lyman, Bakhmut e Zaporizhzhia.

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