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Urso pardo abatido em Itália depois de perseguir casal gera protestos por parte de ativistas

Urso pardo
Urso pardo Direitos de autor WINFRIED ROTHERMEL/APN
Direitos de autor WINFRIED ROTHERMEL/APN
De  Euronews com AP
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Centenas de pessoas concentraram-se nas ruas de Trento no sábado em protesto contra o abate de um urso pardo. O animal terá perseguido um casal de caminhantes, levando as autoridades a recearem futuros ataques.

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Centenas de pessoas concentraram-se nas ruas de Trento, no sábado em Itália, em protesto contra o abate de um urso pardo chamado Sonny e conhecido por M90. 

O animal foi morto pela guarda florestal, no Vale do Sole, nos Alpes italianos, depois das autoridades terem tomado conhecimento que o M90 perseguiu um casal de montanhistas durante 1,5 kms e o classificarem como “muito confiante”, pois costumava frequentar as casas nas redondezas.

O urso exibiu "confiança excessiva após frequência em áreas urbanas”, tendo seguido pessoas em várias ocasiões, mais recentemente seguindo um casal de montanhistas numa estrada arborizada, disse a autoridade local depois de receber confirmação para abate do Instituto Superior de Proteção Ambiental e Pesquisa (ISPRA).

O Instituto concordou com a necessidade de "remover o urso M90 o mais rápido possível", disse a autoridade local. O urso foi localizado e identificado através de um colar de rádio e marcas na orelha.

Ativistas dos direitos dos animais criticam o método utilizado e pedem a demissão de Fugatti

A ordem para o abate do urso pardo, emitida pelo governador da província de Trento, Maurizio Fugatti, está a ser fortemente contestada por ativistas que alegam não ter sido dado tempo para reavaliar a situação, segundo a imprensa local citada pela Associated Press. 

Os ambientalistas concentraram-se em protestos contra a velocidade da ordem e contra o método aplicado na execução do urso pardo.

De acordo com a Agência Nacional de Proteção Animal (ENPA), o urso foi morto sem narcotização, através de espingarda de calibre 300, causando sofrimento prolongado ao animal.

A ENPA pediu ao Ministério Público de Trento para realizar uma autópsia a fim de se verificar e estimar a real extensão e localização dos ferimentos causados pela bala.

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