Putin diz que "os 4 atacantes detidos estavam em fuga para a Ucrânia"

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Vladimir Putin Direitos de autor AP/Russian Presidential Press Service
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Vladimir Putin promete "justiça" e afirma que os quatro autores do ataque foram detidos e "estavam em fuga para a Ucrânia". Entretanto, o número de vítimas subiu para 133.

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"Todos os autores do ataque terrorista foram encontrados e presos", disse o presidente da Rússia. "Estavam a tentar escapar para a Ucrânia", apontou Putin, que acredita que foi aberto um "canal" para permitir que os terroristas "atravessassem a fronteira para a Ucrânia", disse na sua primeira mensagem à nação após o ataque.

"O que aconteceu foi um ato sangrento e bárbaro. Todos os autores, organizadores e instigadores deste crime serão punidos com justiça, vamos identificar e punir todos aqueles que prepararam este ataque à Rússia", acrescentou o chefe do Kremlin.

"Outras medidas antiterrorismo foram introduzidas em Moscovo e em outras regiões", garantiu Putin, que também proclamou um dia nacional de luto para o domingo, 24 de março.

Número de vítimas sobe para 133

Subiu para 133, o número de mortos após o ataque terrorista ao Crocus City Hall, um centro comercial e sala de concertos na cidade de Krasnogorsky, nos arredores de Moscovo.

Quatro atacantes, vestidos com camuflados, abriram fogo com armas Kalashnikov, no hall de entrada do Crocus City Hall, dirigindo-se de seguida para a sala de concertos onde ia atuar a banda de rock Picnic.

Muitas pessoas conseguiram escapar, enquanto os atacantes disparavam desenfreadamente sobre as vítimas e incendiavam a sala, provocando um incêndio que deflagrou durante a noite de sexta para sábado e deixou o edifício bastante danificado. As autoridades locais indicaram que o número de vítimas poderá aumentar. 

Entretanto, sobe para 120 as pessoas que foram transportadas ao hospital, registando-se entre elas feridos graves.

Daesh (ISIS) assume responsabilidade pelo ataque

Ainda durante a noite de sexta feiria, o grupo Isis-k, um ramo afegão do chamado "Estado Islâmico", reivindicou a responsabilidade pelo ataque de sexta-feira.

"Combatentes do Estado Islâmico atacaram uma grande concentração de cristãos na cidade de Krasnogorsk, nos arredores da capital russa, Moscovo, matando centenas de pessoas e causando grande destruição antes de recuar para as suas bases em segurança", informou a agência de notícias Amaq, afiliada ao grupo terrorista.

11 suspeitos presos em Bryansk

Esta manhã, o chefe do comitê de política de informação da Duma russa, Alexander Khinshtein, disse que a polícia prendeu dois suspeitos do ataque terrorista e que a busca por outros atacantes envolvidos ainda está a decorrer. Dentro da viatura, foi encontrado um revólver e armas de assalto AKM, juntamente com passaportes do Tajiquistão.

"De acordo com informações preliminares, a viatura Renault na qual seguiam os suspeitos foi identificada perto da aldeia de Khatsun, na cidade de Karachinsky, em Bryansk. O condutor desobedeceu a uma ordem de paragem por parte da polícia e tentou escapar", escreveu o chefe no canal Telegram.

Khinshtein acrescentou ainda que houve um tiroteio entre a polícia e os suspeitos durante uma perseguição que terminou com o capotamento do carro dos fugitivos. "Um terrorista foi preso no local, os outros desapareceram na floresta. Após uma busca, por volta 3:50 da madrugada, um segundo suspeito foi localizado e capturado. Todas as agências policiais estão envolvidas na operação", acrescentou.

O serviço de imprensa do Kremlin informou que o diretor do FSB, Alexander Bortnikov, disse a Putin que 11 pessoas foram presas, incluindo quatro terroristas que participaram ativamente do ataque.

EUA alertaram Moscovo para o risco de ataques na Rússia

A 7 de março, a embaixada dos EUA em Moscovo emitiu um alerta de segurança informando que estava a monitorizar pistas de um suposto plano de ataques extremistas em grandes eventos públicos na capital russa, incluindo concertos.

A embaixada pediu aos cidadãos dos EUA para evitar eventos de massas nas 48 horas seguintes. Alguns dias antes, as autoridades russas informaram que tinham morto três membros do ISIS (Daesh) na Inguchétia por suspeita de possíveis ataques.

Troca de acusações entre Moscovo e Kiev

Os serviços de segurança russos (FSB) anunciaram numa atualização que os suspeitos do ataque em Moscovo tinham "contatos" na Ucrânia. "Os terroristas tentaram fugir para a fronteira entre a Rússia e a Ucrânia", disse o FSB citado pela agência de notícias Tass. 

O porta-voz da presidência ucraniana Mykhaylo Podolyak rejeitou as acusações de Moscovo. "As versões dos serviços especiais russos em relação à Ucrânia são absolutamente insustentáveis e absurdas", escreveu Podolyak no antigo Twitter.

Eventos públicos suspensos e medidas de segurança reforçadas em toda a Rússia

Enquanto isso, a agência de notícias Tass informa que os eventos em massa programados para 23 e 24 de março foram cancelados em Moscovo e outras regiões do país. 

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Teatros, museus e cinemas de Moscovo cancelaram apresentações, enquanto algumas universidades anunciaram o cancelamento de aulas este sábado. 

As medidas de segurança foram igualmente reforçadas nos aeroportos e estações ferroviárias da capital e em outras regiões da Rússia.

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