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Carne de porco pode ser arma da China para guerra comercial - qual o perigo para a UE?

Carne de porco em supermercado
Carne de porco em supermercado Direitos de autor Ng Han Guan/Copyright 2024 The AP. All rights reserved
Direitos de autor Ng Han Guan/Copyright 2024 The AP. All rights reserved
De  João Azevedo
Publicado a Últimas notícias
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UE é o maior exportador mundial de carne de porco e parte significativa do rendimento de muitos agricultores europeus vem da venda deste tipo de carne. China ameaça usar estes produtos para uma guerra comercial depois de a UE ter aplicado tarifas adicionais sobre carros elétricos chineses.

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Os agricultores da União Europeia (UE) estão apreensivos face a uma possível guerra comercial com a China envolvendo carne de porco produzida no bloco europeu.

Os receios aumentaram depois da abertura de uma investigação por parte de Pequim sobre as importações de carne de porco da UE. Foi a retaliação da China após Bruxelas ter imposto, na semana passada, tarifas adicionais de até 38% sobre as importações de carros eléctricos chineses a partir do próximo mês, na sequência de uma investigação própria sobre subsídios estatais chineses concedidos ao fabrico destes veículos.

A UE é o segundo maior produtor mundial e o maior exportador de carne de suíno e produtos à base deste tipo de carne - quase 4 milhões de toneladas por ano. O mercado chinês representa parte considerável das vendas dos suinicultores europeus.

"O mercado chinês valoriza partes como as orelhas, os pés e, digamos, a cabeça inteira. São partes que eles obviamente apreciam e que a sua gastronomia local valoriza muito, ao passo que nós não temos esses hábitos de consumo e preferimos deixar isso para eles", explica Sébastien Homo, agricultor francês.

No ano passado, a França exportou mais de 115 mil toneladas de carne de porco para a China.

A Espanha é o principal fornecedor de carne de porco à China, seguida da Dinamarca e dos Países Baixos.

Pequim importou seis mil milhões de dólares de carne de porco no ano passado, metade da UE.

Vice-chanceler alemão vai a Pequim

O vice-chanceler alemão Robert Habeck vai à China, numa altura em que aumentam as tensões entre Bruxelas e Pequim a propósito de tarifas comerciais.

"A China é um país extremamente importante para a Alemanha e para a Europa em todos os aspetos. Vale a pena mencionar as disputas em matéria de política económica, especialmente com as tarifas sobre os veículos elétricos. Isto terá certamente um grande impacto na viagem", referiu Habeck, que também é o ministro alemão da Economia.

A viagem de Habeck servirá para aprofundar os laços económicos entre Pequim e Berlim e, ao mesmo tempo, para gerir as consequências da decisão de Bruxelas de aumentar as taxas sobre a importação de veículos elétricos chineses.

O vice-chanceler da Alemanha tentará evitar que a China concretize as ameaças de incluir a carne de porco na arena de uma batalha comercial com a UE.

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