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Líder da extrema-direita opõe-se ao envio de tropas francesas para a Ucrânia

Jordan Bardella, presidente do partido de extrema-direita Rassemblement National, na exposição Eurosatory em Paris.
Jordan Bardella, presidente do partido de extrema-direita Rassemblement National, na exposição Eurosatory em Paris. Direitos de autor Michel Euler/Copyright 2024 The AP. All rights reserved.
Direitos de autor Michel Euler/Copyright 2024 The AP. All rights reserved.
De  Euronews
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O líder do Rassemblement National é a favor do fornecimento de armas à Ucrânia, desde que as remessas não incluam mísseis de longo alcance capazes de atingir a Rússia, o que, acrescenta, só contribuiria para escalar o conflito.

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O líder do partido de extrema-direita francês Rassemblement National (RN) é contra o envio de tropas francesas para o campo de batalha na Ucrânia.

"A maioria dos franceses opõe-se a esta decisão e o próprio presidente Zelenskyy não pede o envio de soldados franceses para a Ucrânia. Recuso que a França fique diretamente envolvida num conflito com uma potência nuclear, isso pode ter consequências dramáticas para a paz no mundo", disse Jordan Bardella durante a sua visita à feira de armas Eurosatory, perto de Paris.

Embora apoie o fornecimento de armas a Kiev, a linha vermelha de Bardella continua a ser o envio de mísseis de longo alcance capazes de atingir a Rússia, o que, acrescenta, poderia contribuir para uma escalada do conflito.

As empresas israelitas foram inicialmente proibidas de participar na feira de defesa e segurança Eurostatory por decisão judicial. A proibição foi posteriormente levantada.

Sobre esta decisão, Bardella afirmou que pretende a continuação das parcerias de defesa entre a França e Israel.

Attal: "RN é partido de oposição"

Em campanha para as eleições legislativas, o primeiro-ministro francês Gabriel Attal criticou a recente declaração de Jordan Bardella de que recusaria o cargo de primeiro-ministro se não obtivesse a maioria absoluta na Assembleia Nacional.

"Tive a honra de ser primeiro-ministro nos últimos cinco meses, num período extraordinariamente difícil, com a guerra na Europa, o desafio climático, as convulsões e os desafios geopolíticos, a introdução da inteligência artificial, e com uma maioria relativa", salientou Attal.

"Nunca pensei por um segundo 'é demasiado complicado, há uma maioria relativa, não me vou envolver'. Isso mostra uma coisa: que o RN é um partido de oposição, não é um partido de governo", complementou.

A campanha eleitoral para as eleições legislativas antecipadas de 30 de junho e 7 de julho começou oficialmente na segunda-feira.

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