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Extrema-direita ganha poder na UE via coligações

As tendências de voto em eleições nacionais poderão indicar expansão da extrema-direita na UE
As tendências de voto em eleições nacionais poderão indicar expansão da extrema-direita na UE Direitos de autor Andrew Medichini/AP
Direitos de autor Andrew Medichini/AP
De  Efi KoutsokostaIsabel Marques da Silva
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A ascenção da extrema-direita na União Europeia (UE) é uma tendência que se está a traduzir na participação em cada vez mais governos de coligação com os partidos de centro-direita.

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O caso mais recente da capacidade da extrema-direita em chegar ao poder ocorreu na Finlândia, com o partido nacionalista "Os Finlandeses", que fez uma campanha eleitoral baseada numa agenda anti-imigração e eurocética, a entrar no governo após três meses de negociações.

Neste momento, a extrema-direita lidera ou integra executivos em três Estados-membros da UE: Itália, onde lidera, e Suécia e Finlândia onde faz parte de coligações como centro-direita.

O Partido Popular espanhol, conservador, fechou uma série de acordos de coligação, a nível regional e local, com o partido de extrema-direita Vox. As eleições legislativas estão marcadas para 23 de julho.

De recordar que na Hungria e na Polónia os governos de direita assumiram posturas autoritárias e nacionalistas,  há quase uma década.

Migração, crise económica, ameaça russa, são alguns dos temas que têm contribuído para o desenho desta tendência segundo os analistas políticos.

"Muitos eleitores estão bastante desiludidos com os partidos políticos convencionais. E parece que estamos a atravessar uma nova crise globalizada. Tivemos a crise financeira, as consequências económicas da pandemia, a guerra na Ucrânia e a crise do custo de vida", explicou, à euronews, Cathrine Thorleifsson, professora de Antrologia Social, na Universidade de Oslo.

"Em tempos de crise, alguns destes partidos populistas de extrena-direita encontram soluções bastante simples para estes problemas complicados, prometendo proteger o povo e a soberania contra as ameaças, reais e percecionadas, do exterior", acrescentou Cathrine Thorleifsson.

Extrema-direita poderá ganhar mais voz no Parlamento Europeu

A um ano das eleições europeias, as sondagens indicam que os partidos moderados de direita, tais como democratas-cristão, sociais-democratas e liberais, deverão perder lugares para a extrema-direta no Parlamento Europeu.

A campanha poderá ser ainda mais desafiante para as bancadas de centro-esquerda e ecologista.

"Um resultado eleitoral mais forte de forças extremas empurrará os moderados numa determinada direção, colocando-a sob pressão. Será que isso conduzirá ao fim da UE? Penso que não é isso que vai acontecer, mas pode tornar as coisas mais difíceis a nível europeu", avisa Janis Emmanouilidis, diretor-executivo adjunto do centro de estudos EPC, em Bruxelas.

"Isto acontece numa altura em que é necessário um nível de ambição mais elevado no que diz respeito à resposta da UE aos muitos desafios transformacionais que enfrentamos, nomeadamente a geopolítica - basta olhar para a Ucrânia e para a ordem internacional -, mas também o que tem a ver com a transformação ecológica e digital", referiu Janis Emmanouilidis.

O caso de Espanha está a gerar grande interesse. Aquela que é a quarta maior economia da UE assumirá a presidência do bloco no segundo semestre do ano.

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