Nove pessoas, incluindo uma criança de sete anos e uma rapariga de 15, ficaram feridas durante um bombardeamento russo contra o bairro residencial de Novobavarskyi, em Kharkiv, na manhã de quinta-feira. O autarca Ihor Terekhov confirmou que o ataque danificou cerca de oito habitações particulares e provocou um incêndio que destruiu uma viatura civil.
Este ataque inseriu-se numa ofensiva de maior escala que envolveu 102 drones lançados a partir de várias regiões, incluindo a Crimeia ocupada. A Defesa Aérea ucraniana abateu 97 destes alvos, mas oito drones atingiram com sucesso seis locais diferentes em todo o país.
Na cidade de Sumy, no nordeste do país, um ataque separado contra um jardim-de-infância, na quarta-feira, matou dois funcionários do estabelecimento, embora não houvesse crianças no interior do edifício no momento do impacto.
A escalada ocorre apesar de um silêncio unilateral autoimposto pela Ucrânia, decretado pelo presidente Zelensky em 6 de maio, e do anúncio russo de um cessar-fogo para 8 e 9 de maio. Moscovo ameaçou lançar ataques maciços contra o centro de Kiev se as comemorações do Dia da Vitória forem perturbadas, mas continua a visar cidades como Dnipro e Zaporíjia. Kharkiv mantém-se um dos principais alvos estratégicos devido à proximidade da fronteira russa, sofrendo danos recorrentes nas infraestruturas durante 2026.
Embora as taxas de interceção ucranianas de drones do tipo Shahed tenham atingido 90,25% em março, a persistência destes ataques contra zonas residenciais continua a provocar perdas humanitárias significativas entre as populações civis.