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Argentinos protestam contra austeridade

Argentinos protestam contra austeridade
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Liderados por grupos sindicais, os manifestantes afirmaram que a pobreza está a aumentar no país, e exigiram que o presidente Mauricio Macri encontre soluções para a inflação, para combater o desemprego e para a crescente desvalorização do peso face ao dólar.

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Milhares de argentinos encheram as ruas de Buenos Aires em protesto contra as medidas de austeridade adotadas pelo Governo de Maurício Macri.

Liderados por grupos sindicais, os manifestantes afirmaram que a pobreza está a aumentar no país, e exigiram que o presidente encontre soluções para a inflação, para combater o desemprego e para a crescente desvalorização do peso face ao dólar.

"É uma incerteza saber, dia após dia, como vamos sobreviver porque está a ficar pior. Todos os dias confrontamo-nos com coisas piores. Então, perguntamo-nos: 'Como posso alimentar os meus filhos hoje?", questiona uma argentina desempregada.

A crise que assola a economia do país obrigou Maurício Macri a implementar um severo ajuste para reduzir o deficit público de 3,9% em 2017 para zero em 2019.

Foram estas as promessas feitas pelo presidente para que o Fundo Monetário Internacional adiantasse 30 mil milhões de euros de um empréstimo de mais de 43 mil, em três anos. O acordo foi firmado em junho.

"A presença do FMI no nosso país é uma tragédia. As medidas devem ser tomadas para proteger os setores mais humildes para que esta crise não acabe com os sonhos e esperanças de milhões de argentinos", afirma um argentino.

Para fazer face à crise financeira do país, Maurício Macri suprimiu nove dos 20 ministérios.

No pacote de medidas do presidente está, ainda um imposto sobre as exportações, em especial de produtos agropecuários.

Com a inflação anual projetada para 40%, o Governo estima um recuo de 1% da economia, em 2018.

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