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Papa apela a "solidariedade concreta" para com migrantes

Papa apela a "solidariedade concreta" para com migrantes
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O Papa Francisco apelou à "solidariedade concreta" dos líderes europeus para acolherem os migrantes retidos em dois navios no mar Mediterrâneo, alguns deles há mais de duas semanas.

Durante a missa da solenidade da Epifania, na Basílica de São Pedro, o chefe da Igreja Católica dirigiu-se aos líderes da União Europeia para que passem à ação e acolham as dezenas de migrantes que permanecem nas embarcações de Organizações Não-Governamentais (ONG) de Malta.

"Durante vários dias, 49 pessoas resgatadas no Mediterrâneo embarcaram em dois navios de ONG à espera de um porto seguro para desembarcar, e exorto os líderes europeus a mostrar solidariedade concreta em relação a estas pessoas", afirmou o Papa, durante a missa.

Os dois navios receberam autorização para entrar em águas territoriais de Malta, para assistência médica e alimentar, mas nenhum país da União Europeia permitiu o desembarque até o momento.

O Vice-primeiro-ministro italiano Luigi di Maio comprometeu-se a acolher as mulheres e as crianças a bordo, caso Malta aceitasse a atracação dos navios, mas logo foi desautorizado por Matteo Salvini. O ministro do Interior de Itália e líder do Liga, um partido anti-imigração, mantém os portos fechados às embarcações de resgate, tendo já por diversas vezes criticado o Papa Francisco, que fez da defesa dos migrantes um pilar do pontificado.

As palavras do Papa, proferidas no âmbito da celebração do Dia de Reis, ecoaram pela audiência de cerca de 60 mil pessoas. Mas ainda não tiveram o poder de desbloquear a contenda diplomática entre Itália e Malta, os dois países que, de acordo com a lei internacional, têm a obrigação de acolher os migrantes, por possuírem os portos seguros mais próximos das embarcações.