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Vítimas de padre pedófilo criticam silêncio da Igreja

Vítimas de padre pedófilo criticam silêncio da Igreja
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Tristeza, raiva e emoção continuam a marcar o julgamento em Lyon do cardeal Phillipe Barbarin e de cinco outros arguidos acusados de encobrir os abusos sexuais de um confesso padre pedófilo.

Todos os réus já emitiram comunicados onde expressam compaixão pelas vítimas mas reafirmam que estão inocentes.

Alguns dizem mesmo que não entendem porque são arguidos.

Os abusos sexuais do padre Bernard Preynat terão acontecido entre 1986 e 1991. O sacerdote terá abusado e violado alguns escuteiros na região de Lyon, no sudoeste de França.

O cardeal Philippe Barbarin, que esteve no tribunal no primeiro dia do julgamento, é o clérigo mais alto a ser apanhado no escândalo. O arcebispo de Lyon admitiu que soube dos abusos, mas que o padre lhe garantiu que já tinha parado.

Uma explicação que não convence as vítimas, como Didier Burdet:

"Os responsáveis são os que deixaram Preynat à solta desde que foi ordenado. Até setembro de 2015, deixaram-no à vontade, e mais, até o encorajaram porque o promoveram para ficar encarregado de crianças. Deram-lhe vítimas frescas numa bandeja."

O irmão de Didier Burdet, Christian, diz que também foi vítima às mãos do padre Preynat.

"Ele tirou-me tudo, ele roubou a minha infância, a minha inocência, e quando sofremos de agressões como eu sofri, como disse no tribunal, fazemos constantemente perguntas. E há muitas perguntas para as quais nunca encontrei resposta."

Um dos principais responsáveis por levar o caso a tribunal, Alexandre Hezez, considera que os testemunhos das vítimas são importantes para o desfecho julgamento.

"Foi impressionante porque as vítimas vieram falar, falámos de violações, de agressões sexuais. Vimos o impacto sobre elas e penso que é importante embora os advogados de defesa considerem irrelevante."

As audiências no tribunal de Lyon vão continuar até esta quinta-feira. Se forem condenados de encobrir os casos de pedofilia, os arguidos podem enfrentar uma pena de até três anos de prisão e uma multa de até 45 mil euros.