A Euronews deixou de estar acessível no Internet Explorer. Este navegador já não é suportado pela Microsoft, e os mais recentes recursos técnicos do nosso site não podem mais funcionar corretamente. Aconselhamos a utilização de outro navegador, como o Edge, o Google Chrome ou o Mozilla Firefox.
Última hora

Boris Johnson ordenado a comparecer perante o tribunal

Boris Johnson ordenado a comparecer perante o tribunal
Direitos de autor
REUTERS/Darren Staples/File Photo
Euronews logo
Tamanho do texto Aa Aa

O principal candidato à liderança do partido conservador no Reino Unido, Boris Johnson, foi ordenado a comparecer perante um tribunal.

Johnson é acusado de conduta imprópria no exercício de um cargo público.

Em causa estão alegações segundo as quais Johnson teria mentido ao afirmar que o Reino Unido envia 350 milhões de libras para a União Europeia todas as semanas. A afirmação foi um dos principais slogans políticos da campanha a favor do Brexit em 2016.

O caso foi levado ao tribunal pelo ativista Marcus Ball que reuniu os fundos necessários através de uma campanha na internet.

O caso ocorre numa altura em que está em curso uma corrida no seio do partido conservador com vista à sucessão de Theresa May que abandona o cargo no início de junho.

Um dos principais defensores do Brexit, Jacob Rees-Mogg, afirma que este caso não irá impedir Johnson de assumir a liderança dos conservadores.

"Não, não penso que vai afetar as hipóteses de Boris se tornar no novo líder dos conservadores. Ele é de longe o melhor qualificado, ele pode conseguir votos entre os trabalhistas em Londres; é uma figura carismática e acredita em sair da União Europeia. (...)
As pessoas reconhecem que se trata de utilizar o sistema legal para efeitos políticos.
Trata-se de fazer política através dos tribunais o que é um erro. Permitir que este caso avance é fazer política com justiça o que é um grave erro", afirma o deputado conservador, Jacob Rees-Mogg.

Johnson enfrenta três alegações de conduta imprópria no exercício de um cargo público; duas remontam à campanha anterior ao referendo de 2016; a terceira diz respeito à campanha antes das eleições gerais de 2017.