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Processo de vacinação avança na Europa

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Processo de vacinação avança na Europa
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França

Um milhão de vacinas anti-Covid19 por semana - É essa a marca que o governo de França se decidiu fixar e está, por isso, a abrir 200 megacentros de vacinação por todo o país. Um deles fica no Stade de France, em Paris, palco de grandes momentos no futebol e agora cenário de outro momento histórico. A espera não é fácil para os utentes: "Estive uma hora à espera e vim a horas. O que é demasiado, sobretudo para quem já tem uma certa idade", diz um homem à espera de vez no centro instalado no estádio.

Já alguns funcionários queixam-se das exigências: "Desde o início que nos pedem a vacina da Pfizer, só querem Pfizer, Pfizer, Pfizer. E agora já temos poucas doses dessa vacina. Além de que várias pessoas mostram uma certa relutância em relação à vacina da Moderna", diz um empregado.

Espanha

O processo de vacinação está a acelerar aqui também, com o objetivo de ter 33 milhões, ou seja, cerca de 70% da população vacinada no final de agosto. Mas o chefe do governo, Pedro Sánchez, pede que os espanhóis se mantenham vigilantes: "Ainda temos de nos proteger. É a mensagem que tenho para os nossos compatriotas. Não podemos baixar a guarda, ainda não o podemos fazer, por isso peço mais um esforço", disse.

Alemanha

As vacinas podem agora ser dadas pelos médicos de família, uma medida que o governo alemão espera que possa vir a acelerar ainda mais o processo, num dos países com mais queixas em relação ao ritmo a que se está a desenrolar, um pouco à semelhança de toda a União Europeia, em contraste com a rapidez com que acontece, por exemplo, nos Estados Unidos, Reino Unido ou Israel.

Para Oliver Funken, clínico geral, a medida deveria ter sido tomada há mais tempo: "Os consultórios médicos são a peça mais importante em todo este puzzle. Se a tivéssemos colocado logo no início, estaríamos muito mais longe neste momento".

Os consultórios médicos são a peça mais importante em todo este puzzle.
Oliver Funken
Médico clínico geral (Alemanha)

Hungria

Cerca de um quarto da população foi já vacinado, em parte graças à compra de doses das vacinas russa e chinesa, e o governo decidiu aligeirar algumas restrições. O primeiro-ministro Viktor Orbán diz que as condições estão agora reunidas para uma reabertura gradual da economia, mesmo se o país continua com valores próximos das taxas de mortalidade por Covid-19 mais altas do mundo.