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Covid-19: EMA aprova vacina para crianças dos 5 aos 11 anos

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De  Nara Madeira  com AFP, AP
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Centro de vacinação em Magdeburg, Alemanha
Centro de vacinação em Magdeburg, Alemanha   -   Direitos de autor  Klaus-Dietmar Gabbert/(c) dpa-Zentralbild

A Agência Europeia do Medicamento aprovou, e pela primeira vez, a administração de uma vacina contra a Covid-19 a crianças dos 5 aos 11 anos. Por agora apenas a da BioNTech/Pfizer tem luz verde na União Europeia para a referida faixa etária.

A dose a ser administrada será inferior à utilizada em pessoas com mais de 12 anos. Mas serão mantidas as duas tomas com três semanas de intervalo. Cabe agora à Comissão Europeia analisar o parecer e tomar uma decisão final.

Estudo de eficácia da vacina

Para autorizar a inoculação e dosagem foi feito um estudo, pelo Comité dos Medicamentos para Uso Humano, em cerca de 2.000 crianças, sem sinais de infeção, que mostrou que a resposta imunitária à dose que estas crianças vão receber é idêntica à que está a ser administrada aos jovens dos 16 aos 25 anos.

A vacina foi eficaz em 90,7% no que diz respeito à prevenção sintomática da doença, ainda que a taxa real possa situar-se entre os 67,7% e 98,3%, lê-se no comunicado do regulador europeu. Portanto, os benefícios superam os riscos concluiu-se.

Os efeitos secundários são, igualmente, semelhantes, ou seja, dor, vermelhidão e inchaço no local da injeção, cansaço, dores musculares e arrepios, leves ou moderados, e que melhoram poucos dias após a vacinação.

Circulação em segurança nos Estados-membros

Enquanto a Europa ultrapassou o milhão e meio de mortes ligadas à doença e a Alemanha as 100 mil, a Comissão Europeia propõe agora que o certificado digital covid seja utilizado para lá do verão do próximo ano para facilitar a livre circulação em segurança, como explicava o Comissário Europeu para a Justiça, Didier Reynders. O organismo aconselha ainda que se continuem a respeitar as medidas para travar a propagação do vírus, incluindo a utilização de máscaras já que o número de contágios está a aumentar.

A Comissão propôs ainda que todos os vacinados de países terceiros possam entrar nos países da UE, a partir de 1 de Março, independentemente da sua origem. Exceção para quem está imunizado com um medicamento não aprovado por Bruxelas que terá de apresentar um teste PCR.

França abre dose de reforço aos maiores de 18 anos

Entretanto, em França os maiores de 18 anos podem, a partir de sábado, receber a dose de reforço de uma das vacinas contra a doença, mas apenas cinco meses após a tomada da anterior.

A partir de 15 de dezembro, e para os maiores de 65 anos, o certificado digital deixará de estar ativo se a injeção de reforço não tiver sido administrada até sete meses depois da anterior. Regra que se aplicará a todos os franceses com mais de 18 anos a 15 de janeiro.

Itália aperta o cerco aos não vacinados

Em Itália o aumento de novos casos levou a uma corrida à terceira dose de vacinas contra a Covid. No país mais de 84% da população, com mais de 12 anos, já tem as duas doses e mais de quatro milhões a de reforço. As pessoas com mais de 40 anos podem receber esta dose, pelo menos, cinco meses após a segunda.

O governo italiano também decidiu excluir os não vacinados de determinadas atividades durante as férias. A partir de 6 de dezembro, apenas as pessoas com provas de vacinação ou de terem recuperado da COVID-19 podem comer no interior de restaurantes, ir ao cinema ou a eventos desportivos.

As vacinas, incluindo o reforço, passam a ser obrigatórias também para militares e todos os funcionários das escolas. Anteriormente, apenas profissionais de saúde e professores estavam obrigados.

Eslováquia volta ao confinamento

Na Eslováquia quinta-feira marca o regresso ao confinamento durante duas semanas, isto quando se batem recordes no número de infetados no país. As medidas visam toda a população e há, naturalmente, exceções. Mas as pessoas não vacinadas, e que não tiveram a doença, serão obrigadas a ser testadas para irem trabalhar.

Nova variante descoberta na África do Sul

Na África do Sul foi descoberta uma nova variante do SARS-CoV-2. O seu impacto ainda não foi estudado mas o facto de ter múltiplas mutações está a suscitar preocupação entre os peritos. Casos desta variante foram também confirmados no Botswana e Hong Kong.