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Stoltenberg exclui convite formal à Ucrânia para aderir à NATO

Secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, e chaceler da Alemanha, Olaf Scholz
Secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, e chaceler da Alemanha, Olaf Scholz Direitos de autor Michael Sohn/Copyright 2022 The AP. All rights reserved
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De  Euronews
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Secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) afirma que a próxima cimeira dos aliados servirá para definir o apoio à Ucrânia, durante a guerra, mas não para discutir um convite formal à adesão

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As "portas estão abertas" para a Ucrânia, mas da próxima cimeira da NATO não sairá um convite formal para a adesão à Aliança Atlântica. A garantia foi dada, esta segunda-feira, em Berlim, pelo secretário-geral da organização, Jens Stoltenberg, durante uma conferência de imprensa conjunta com o chanceler alemão Olaf Scholz.

As respostas aos jornalistas tiveram lugar após um encontro de preparação da próxima cimeira da NATO, que se realizará nos dias 11 e 12 de julho, em Vilnius, na Lituânia.

A reunião dos aliados, afirmou Stoltenberg aquando da visita a Portugal, visa estabelecer um "programa estratégico plurianual para permitir à Ucrânia fazer a transição da era soviética para as doutrinas, equipamento e treino da NATO e para alcançar a interoperabilidade com os aliados".

Alemanha preparada para cumprir meta dos 2%

Stoltenberg diz ainda esperar que os líderes dos países da NATO cheguem a acordo sobre os orçamentos destinados à defesa, um montante que deverá corresponder 2% do Produto Interno Bruto (PIB) de cada nação. 

No entanto, o secretário-geral da NATO afirma que a percentagem diz respeito a um valor de base sugerido por si e remete para a cimeira de Vilnius a fixação do valor definitivo.

O chanceler alemão garantiu que o país está preparado para corresponder a essa expectativa, comprometendo-se a continuar a apoiar a Ucrânia.

A Alemanha acolhe atualmente o "Air Defender 23", nome dado ao maior exercício aéreo multilateral de sempre da história da Aliança Atlântica. 

A iniciativa, planeada desde 2018 por Berlim, envolve quase 10 mil operacionais e mais de 250 aeronaves dos 25 aliados, numa demonstração de força que Stoltenberg diz passar a mensagem clara de que os "aliados estão preparados para defender cada centímetro do território".

O compromisso dos 2% existe e uma vez alcançado concordamos que seja uma meta base e não um teto. E é esse o trabalho que estamos a fazer
Helena Carreiras
Ministra da Defesa de Portugal

Portugal adia meta da NATO para 2030

O primeiro-ministro António Costa e Ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, reuniram-se, a 18 de maio, com o secretário-geral da NATO, para discutir o reforço do apoio de Portugal à Ucrânia.

Com a meta dos 2% ainda longe do alcance do país, Stoltenberg afirmou então ser necessário que alguns aliados se "comprometam mais", dando a entender que Portugal teria de ser mais ambicioso no que diz respeito aos gastos com a Defesa.

Após o encotro, a ministra portuguesa da Defesa, Helena Carreiras, afirmou que o objetivo de Portugal alocar 2% do PIB à defesa é uma meta a atingir até 2030.

«O compromisso dos 2% existe e uma vez alcançado concordamos que seja uma meta base, digamos assim, um valor base, e não um teto. E é esse o trabalho que estamos a fazer"» defendeu Helena Carreiras, em declarações à agência Lusa, após intervir na cerimónia de encerramento da 47ª edição do Curso de Defesa Nacional, no Instituto de Defesa Nacional (IDN), em Lisboa.

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