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Putin alerta para risco de "guerra civil", ataques começam a sul de Moscovo

Vladimir Putin durante alocução à nação
Vladimir Putin durante alocução à nação Direitos de autor HANDOUT/AFP or licensors
Direitos de autor HANDOUT/AFP or licensors
De  Euronews com AFP / EFE
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Patriarca ortodoxo russo apela à unidade do país, numa altura em que Yevgeny Prigozhin ataca diretamente Vladimir Putin, afirmando que este "está completamente enganado"

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Exército russo começou ataques operacionais na região de Voronej, 600 quilómetros a sul de Moscovo, declarou o governador regional, Alexandre Goussev. 

Prigozhin: Rússia "não pode continuar a viver na mentira"

O patriarca ortodoxo russo apela à unidade do país, numa altura em que Yevgeny Prigozhin ataca diretamente Vladimir Putin, pela primeira vez, afirmando que este "está completamente enganado" e que a Rússia "não pode continuar a viver na mentira".

Charles Michel, presidente do Conselho Europeu, declara que a União Europeia está a seguir de perto a situação.

Putin fala em "facada nas costas"

Vladimir Putin diz que a rebelião do grupo de mercenários russos Wagner representa uma "facada nas costas" e promete punir os responsáveis.

Numa alocução transmitida pela televisão estatal, o presidente russo disse esta manhã que "aquele que organizou e preparou a rebelião militar traiu a Rússia e responderá por isso".

Putin diz que a situação é "difícil" em Rostov, onde se encontra o grupo Wagner e que a rebelião está a bloquear civis e instâncias militares.

Moscovo adota medidas "antiterroristas"

O "regime de operações antiterroristas" foi implementado na região de Moscovo, também em reação à rebelião do grupo paramilitar Wagner.

O anúncio da medida foi feito esta manhã pelo Comité Nacional Anti-Terrorista da Rússia.

"Para prevenir eventuais atentados, foi instaurado o regime de operações antiterroristas em Moscovo e na região de Moscovo", bem como na região de Voronezh, que faz fronteira com a Ucrânia, indicou o Comité num comunicado publicado na sua página web, sem avançar outros detalhes.

A medida reforça os poderes dos serviços de segurança e permite-lhes restringir movimentos.

Prevê igualmente o controlo dos documentos de identidade e dos veículos nas ruas e autoriza a suspensão temporária dos serviços de comunicação, caso seja necessário.

Líder do grupo Wagner diz controlar sede do Exército em Rostov

O líder do grupo de mercenários Wagner diz ter tomado o controlo do quartel-general do exército russo em Rostov, no sul da Rússia, um centro chave nas operações ligadas à invasão da Ucrânia.

Num vídeo publicado no Telegram, Yevgeny Prigozhin afirmou que "as instalações militares em Rostov estão sob controlo, incluindo o aeródromo" da cidade russa.

Prigozhin declarou também que, enquanto o grupo Wagner "não tiver em seu poder o chefe do Estado-Maior russo, Valery Gerasimov, e o ministro da Defesa, Sergey Shoigu, os seus mercenários bloquearão a cidade de Rostov" e "avançarão em direção a Moscovo". 

HANDOUT/AFP
Líder do grupo Wagner, Yevgeny PrigozhinHANDOUT/AFP

O líder do grupo paramilitar já tinha antes apelado a uma rebelião armada com o objetivo de destituir o Ministro da Defesa russo.

O Ministério da Defesa russo já reagiu e prometeu esta manhã "garantir a segurança" dos combatentes do grupo Wagner se estes se desvincularem do que classificou de "aventura criminosa" de Prigozhin.

Em comunicado, o ministério precisou que "muitos" membros do grupo de mercenários russos já o tinham contactado para pedir para regressar às suas casernas. 

Situação "normal" em Rostov

Prigozhin assegurou que os aviões militares envolvidos na ofensiva russa na Ucrânia continuam a "partir normalmente" do aeródromo de Rostov para realizar as suas "tarefas de combate".

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O líder do grupo Wagner precisou que "o ponto de comando principal está a funcionar normalmente" e que "nenhum oficial" ali destacado foi suspenso do serviço.

Progozhin acusou mais uma vez o exército russo de não dizer a verdade sobre a situação na frente de combate, nomeadamente a respeito do número de mortos e dos territórios perdidos pelas forças russas.

O exército russo está a perder "até 1000 homens por dia", incluindo mortos, feridos, desaparecidos e os que se recusam a combater, afirmou Prigozhin.

Uma crise política “previsível e inevitável”

A vice-ministra da Defesa da Ucrânia, Hanna Malyar, disse, através da aplicação Telegram, que a “crise política na Rússia era previsível e inevitável.”

Acrescentou que pode ser “uma janela de oportunidade para a Ucrânia”, mas ressalvou que, em todo o caso, “é melhor ser cauteloso e estar preparado para qualquer cenário."

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