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Soldado americano sai de prisão em Seul e deserta para a Coreia do Norte

Barricadas na entrada da Ponte da Reunificação, perto da fronteira entre as duas Coreias
Barricadas na entrada da Ponte da Reunificação, perto da fronteira entre as duas Coreias Direitos de autor AP Photo/Ahn Young-joon
Direitos de autor AP Photo/Ahn Young-joon
De  Francisco Marques
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Terry King, de 23 anos, teve problemas disciplinares em Seul, foi multado, esteve preso e era para ser repatriado, mas escapou e pode ter agravado a sua situação

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Um soldado americano estará detido na Coreia do Norte após ter cruzado a fronteira a partir da Coreia do Sul, informou o Pentágono esta terça-feira.

Pyongyang ainda não comentou a eventual captura do soldado norte-americano, que terá desertado durante uma visita turística à zona de segurança conjunta entre ambas as coreias após ter fugido das autoridades que o tentavam repatriar para os Estados Unidos uma semana após ter saído da prisão em Seul.

O Pentágono identificou o soldado como Travis King e disse que o militar estaria em processo de ser repatriado para os Estados Unidos devido a um problema disciplinar ocorrido em Seul, em fevereiro.

A agência de noticias Yonhap explica que Travis King, de 23 anos, tinha sido multado em fevereiro em 5 milhões de won sul-coreanos (cerca de 3.500 euros) por ter pontapeado e danificado um carro da polícia e ter recusado colaborar com as autoridades. 

O militar, que teria estado envolvido ainda num caso de agressão a um cidadão coreano num clube noturno em Seul em setembro, mas do qual não foi apresentada queixa, foi ainda condenado a dois meses de prisão, que terminaram a 10 de julho.

Na segunda-feira, Travis King terá sido escoltado para o aeroporto para embarcar num avião rumo aos Estados Unidos, para se apresentar no Fort Bliss, no Texas, onde deveria ser alvo de um processo disciplinar e ser despedido das forças armadas.

Lloyd Austin, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, explicou que um militar americano, "que se encontrava numa excursão, cruzou de livre vontade e sem autorização a fronteira militar demarcada" entre as duas Coreias.

Acreditamos que Travis King estará sob custódia da Coreia do Norte.
Lloyd Austin
Secretário de Defesa dos Estados Unidos

"Estamos a acompanhar de perto, a investigar a situação e a trabalhar para notificar a família do soldado e tentar resolver este incidente", disse Austin.

A correspondente da Associated Press no Pentágono especula que a fuga do militar terá tido por base uma tentativa para "simplesmente tentar evitar a acusação" e escapar à sanção nas forças armadas dos Estados Unidos.

"Agora que está na Coreia do Norte, provavelmente, tornou a situação muito pior", considera Tara Copp.

Travis King não é o primeiro norte-americano a ficar sob custódia da Coreia do Norte. Os últimos três americanos detidos na Coreia do Norte, de que se sabe, foram libertados em 2018, mas um outro, o estudante Otto Warmbier, morreu em 2017, dias depois de ter sido libertado em coma após 17 meses de cativeiro.

Há quem veja neste novo caso um bom trunfo para a propaganda do regime de Kim Jong-un, numa altura em que os Estados Unidos e a Coreia do Sul inauguraram as reuniões do Grupo Consultivo Nuclear que visam reforçar as medidas de dissuasão militar, que incluem armas nucleares.

A reunião, no domingo, coincidiu com a chegada a Busan do "USS Kentucky", um submarino estratégico norte-americano com capacidade nuclear, o primeiro do género a visitar a Coreia do Sul desde 1981.

Algumas horas após a suposta detenção deste último soldado americano, a Coreia do Norte disparou dois novos mísseis balísticos na direção do Mar do Japão, onde caíram após voar mais de 500 quilómetros. 

Se os mísseis foram uma resposta de Pyongyang à reunião, ao submarino ou à deserção do soldado americano, fica por confirmar.

Outras fontes • AP, Yonhap

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