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Manifestações contra a França e a CEDEAO na capital do Níger

Manifestantes apoiam a lideraça do golpe de Estado no Níger
Manifestantes apoiam a lideraça do golpe de Estado no Níger Direitos de autor Sam Mednick/Copyright 2023 The AP. All rights reserved.
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De  Euronews
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Líderes do golpe de Estado no Níger repudiam a presença da França e da CEDEAO. Milhares de pessoas apoiam o golpe e exibem bandeiras da Rússia, em Niamey.

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Os líderes do golpe de Estado no Níger denunciaram na quinta-feira à noite acordos militares com Paris e prometeram uma "resposta imediata" a "qualquer agressão" da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Foi anunciada também a demissão de quatro embaixadores do Níger em França, nos Estados Unidos, na Nigéria e no Togo.

A tensão voltou a subir após a chegada de uma delegação da CEDEAO a Niamey, a capital do país, na quinta-feira à noite, para tentar encontrar uma saída para a crise, oito dias após o golpe de Estado que derrubou o presidente eleito Mohamed Bazoum, a 26 de julho.

A delegação da CEDEAO terá deixado o país pouco tempo depois de chegar, sem ter sequer saído do aeroporto de Niamey.

 Os militares no poder anunciaram, numa declaração lida na televisão, que denunciaram "os acordos de cooperação no domínio da segurança e da defesa" com Paris, que tem 1500 soldados destacados no país.

Prometeram também uma "resposta imediata" a "qualquer agressão" dos países da CEDEAO, com exceção do Burkina Faso e do Mali, suspensos da organização e também liderados por golpistas.

Esta quinta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Senegal, Aissata Tall Sall, afirmou que se houver uma intervenção militar no Níger por parte da CEDEAO, o seu país enviará tropas.

A França tem 1500 soldados destacados para a luta contra os jihadistas e já evacuou 577 dos seus cidadãos do Níger na terça e na quarta-feira.

O ocidente está preocupado com a segurança regional.

O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional (NSC) dos EUA, John Kirby, declarou: "Continuamos a apelar à libertação em segurança do presidente Barzoum e da sua família. Também temos sido firmes no apoio aos esforços da CEDEAO, da União Africana e de outros governos da região para ajudar a mediar esta crise".

Num artigo de opinião publicado esta quinta-feira pelo jornal norte-americano Washington Post, o presidente deposto, Mohamed Bazoum, escreveu que "o golpe de Estado no Níger poderá ter consequências "devastadoras" para o mundo e colocar toda a região do Sahel sob a "influência" da Rússia, através dos mercenários do grupo Wagner".

Também esta quinta-feira, milhares de pessoas reuniram-se na capital do Níger para marcar o aniversário da independência em relação à França, em 1960, deste país da África Ocidental; apoiar o golpe de Estado que derrubou o governo democraticamente eleito, e protestar contra a presença da França no país, bem como contra a CEDEAO.

Os manifestantes agitaram bandeiras russas gigantes, cantando slogans antifranceses.

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