Incursão de Israel em Gaza aumenta dúvidas sobre futuro da região

Urso de peluche com um coração a dizer "Amor" deixado entre os destroços provocados por um ataque israelita na Faixa de Gaza
Urso de peluche com um coração a dizer "Amor" deixado entre os destroços provocados por um ataque israelita na Faixa de Gaza Direitos de autor Doaa AlBaz/Copyright 2023 The AP. All rights reserved.
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A resposta de Israel ao ataque do Hamas, a 7 de outubro, já provocou milhares de mortes nos territórios palestinianos. A paz, que a região não conhece há décadas, está agora ainda mais longe. Mas o Ocidente insiste numa solução diplomática.

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Israel terá tido apenas algumas semanas para preparar uma incursão terrestre em Gaza, após o Hamas ter matado mais de 1400 pessoas em território israelita a 7 de outubro.

O ataque, considerado o pior contra o povo judeu desde o Holocausto, valeu críticas aos serviços secretos e ao exército israelitas pela falta de preparação contra uma ofensiva do inimigo

Ugo Tramballi, do Instituto Italiano de Estudos Políticos Internacionais (ISPI), defende que "Israel não podia deixar de reagir aos acontecimentos de 7 de outubro", no entanto, afirma o especialista, a situação "é um beco sem saída, na medida em que era precisamente isso que o Hamas queria: uma estratégia de incursão terrestre".

Palestinianos vs. Hamas

As Forças de Defesa de Israel prepararam-se para a incursão terrestre com ataques aéreos contínuos. A estratégia está a ser responsável por milhares de mortos e feridos entre os civis palestinianos encurralados na Faixa de Gaza.

As autoridades israelitas insistem porém que o objetivo é apenas eliminar os militantes do Hamas refugiados em túneis subterrâneos no enclave.

Perante o avultado números de vítimas civis nos territórios palestinianos, Bradley Bowman, da Fundação para a Defesa das Democracias, sublinha que "é importante fazer a distinção entre uma organização considerada terrorista, cuja carta declara explicitamente o seu desejo de eliminar o Estado de Israel e matar os judeus, e o palestiniano comum que apenas quer criar os seus filhos em paz e segurança". 

Bowman alerta para a discrepância dos estilos de vida entre os palestinianos cercados na Faixa de Gaza e os líderes do grupo islamita. "Muitos destes líderes do Hamas ficam em hotéis de luxo no Qatar e reúnem-se na Turquia e no Líbano, onde se pavoneiam com os líderes do Hezbollah".

Que futuro a longo prazo?

O impacto da atual operação em Gaza no conflito israelo-palestiniano é incerto. A região vive há décadas sem um compromisso duradouro, nem paz.

Ambas as partes terão de responder às perguntas da comissão independente das Nações Unidas, que tem estado a recolher provas de crimes de guerra desde 7 de outubro.

Em jogo está tanto o futuro dos territórios palestinianos, como a democracia israelita.

A longo prazo, diz Tramballi, a solução para o Ocidente é clara. 

"O mundo inteiro, incluindo os americanos e os europeus, estão a dizer que a solução, uma vez terminado o conflito, é que eles voltem às negociações, a uma solução política, a uma solução de dois Estados".

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