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Socialistas vencem eleições na Catalunha e terminam com 14 anos de maioria dos independentistas

Salvador Illa
Salvador Illa Direitos de autor Albert Estevez/MTI/MTI
Direitos de autor Albert Estevez/MTI/MTI
De  Euronews
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Partido Socialista da Catalunha, liderado pelo antigo ministro da Saúde de Pedro Sánchez, venceu as eleições mas não conseguiu maioria e dependerá dos acordos que conseguir fazer à esquerda para governar.

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Os socialistas venceram as eleições na Catalunha, colocando um ponto final em 14 anos de maioria dos partidos independentistas. Com praticamente 100% dos votos contados, o Partido Socialista da Catalunha (PSC) conseguiu 42 assentos no parlamento, subindo dos 33 alcançados nas últimas eleições, em 2021, avança o El País.

Os três partidos independentistas que desde há 14 anos têm maioria no parlamento autonómico e se aliam para viabilizar sempre governos independentistas, elegeram 59 deputados, segundo a última contagem. Para a maioria absoluta são necessários 68.

Trata-se da Esquerda Republicana da Catalunha (ERC, esquerda, atualmente à frente do governo regional), que conseguiu 20 deputados, do Juntos pela Catalunha (JxCat, de direita), que teve 35, e da Candidatura de Unidade Popular (CUP, de esquerda), que elegeu 4 deputados.

Apesar da vitória, o Partido Socialista da Catalunha, liderando pelo antigo ministro da Saúde, Salvador Illa, precisará de fazer acordos com os outros partidos à esquerda para conseguir governar.

Foi a primeira vez que os socialistas venceram uma eleição catalã, tanto em votos como em lugares conquistados.

"Nova era" na Catalunha

“A Catalunha decidiu abrir uma nova era”, disse Illa aos apoiantes, na sede do partido. Os acordos para formação de governo deverão decorrer nos próximos dias e semanas, mas não será fácil para os socialistas chegarem à maioria parlamentar.

Os socialistas já foram um governo de coligação em Madrid com o partido Sumar, que tem atualmente seis lugares no parlamento catalão.

Independentemente das negociações, a ascensão do Illa deverá ser um bom presságio para o primeiro-ministro Pedro Sánchez e para os socialistas antes das eleições europeias marcadas para junho.

Sánchez deu os parabéns a Illa nas redes sociais, felicitando-o pelo "resultado histórico".

Os separatistas detêm o governo regional de Barcelona desde 2012 e obtiveram maiorias em quatro eleições regionais consecutivas.

Mas as sondagens e as eleições nacionais de julho mostraram que o apoio à secessão diminuiu desde que Puigdemont liderou uma tentativa ilegal - e sem êxito - de independência em 2017, que levou a que centenas de empresas e os principais bancos da Catalunha abandonassem a região.

“A candidatura que liderei teve um bom resultado, somos a única força pró-independência a aumentar os votos e os assentos, e assumimos a responsabilidade que isso implica”, disse Puigdemont, que lidera o Junts. “Mas isso não é suficiente para compensar as perdas dos outros partidos separatistas", admitiu.

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