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"Uma farsa", obra de um juiz "tirano" com a ajuda de "fascistas". Donald Trump reagiu à condenação

Trump deu conferência de imprensa esta sexta-feira
Trump deu conferência de imprensa esta sexta-feira Direitos de autor Julia Nikhinson/AP
Direitos de autor Julia Nikhinson/AP
De  Euronews
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Antigo Presidente dos Estados Unidos disparou farpas contra tudo e todos, desde o juiz até Joe Biden, e garantiu que vai recorrer da condenação por falsificação de registos empresariais.

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Donald Trump reagiu esta sexta-feira à condenação no caso em que estava acusado de falsificar documentos para esconder o suborno a uma atriz pornográfica.

"Se conseguem fazer-me isto a mim, conseguem fazer isto a qualquer pessoa", atirou, citado pela AP, numa conferência de imprensa na Trump Tower que durou 40 minutos e durante a qual o antigo presidente dos Estados Unidos atirou a todos os alvos, desde o juiz até Joe Biden, o atual inquilino da Casa Branca.

Num discurso em que começou por descrever a sua condenação como o prenúncio de coisas más que estão para a acontecer, rapidamente mudou o foco para o tema da imigração: "São pessoas más. São, em muitos acasos, estou convencido, pessoas doentes. Quando olhamos para o nosso país, para o que está a acontecer, milhões e milhões de pessoas estão a chegar de todas as partes do mundo, não é só da América do Sul, de África, Ásia, do Médio Oriente, e estão a chegar de cadeias e prisões, de hospitais psiquiátricos", disse o antigo presidente dos Estados Unidos. "Estão a chegar de todo o mundo para o nosso país e temos um presidente e um grupo de fascistas que não querem fazer nada sobre isso", acrescentou.

Trump dedicou-se então a atacar o presidente Joe Biden, culpando-o pela condenação nos 34 crimes de que estava acusado. "Para que percebam, tudo isto é feito por Biden e a gente dele, talvez mais pelas pessoas dele", sublinhou. "Não sei se ele sabe alguma coisa sobre isto, mas de qualquer forma ele é o presidente, por isso temos de usar o nome dele, e isto é feito por Washington, nunca ninguém viu nada assim", acusou o magnata, que repetiu que o julgamento foi "manipulado" e que não lhe foi permitido mudar o local nem o juiz.

Trump acusou mesmo o juiz do caso, Juan Merchan, de estar em total conluio com a Casa Branca e com o Departamento de Justiça, sem fornecer qualquer prova para estas afirmações.

Juiz era "tirano"

Depois de se pronunciar longamente sobre as razões pelas quais acredita ter sido erradamente condenado por falsificar documentos empresariais, Trump garantiu que irá recorrer da decisão do júri. "Vamos recorrer desta farsa. Vamos recorrer de várias coisas diferentes", garantiu, voltando a referir-se ao juiz: "Ele não nos permitia ter testemunhas, não nos deixava falar, não nos deixava fazer nada. O juiz era um tirano", acusou, repetindo depois críticas a Biden e reiterando que a condenação foi obra das "pessoas" do Presidente.

Trump disse ainda que, devido à condenação, se arrisca a passar "187 anos na prisão", ainda que, de acordo com a legislação do Estado de Nova Iorque, a falsificação de registos empresariais seja punível com até quatro anos de prisão - sendo improvável que o antigo presidente, por não ter cadastro e se tratar de um crime não violento, cumpra pena de prisão efetiva, de acordo com os analistas citados na imprensa internacional.

Trump é o primeiro ex-presidente a ser considerado culpado de crimes na história dos Estados Unidos. Foi acusado de ocultar um pagamento feito pelo seu advogado à antiga estrela de filmes para adultos Stormy Daniels, para comprar o silêncio da atriz antes das eleições presidenciais.

Em declarações à margem do tribunal, ainda na quinta-feira, Trump considerou o julgamento uma “vergonha”.

“Não fizemos nada de errado. Sou um homem muito inocente, e está tudo bem. Estou a lutar pelo nosso país. Estou a lutar pela nossa Constituição. Todo o nosso país está a ser manipulado neste momento. Isto foi feito pela administração Biden visando ferir ou magoar um adversário, um adversário político”, declarou o ex-presidente, após conhecida a decisão do júri.

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