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Sustentabilidade e custos discutidos na cimeira do turismo europeu

Perspetiva de um barco rabelo no Douro com a baixa do Porto em fundo
Perspetiva de um barco rabelo no Douro com a baixa do Porto em fundo Direitos de autor AP Photo/Giovanna Dell'Orto
Direitos de autor AP Photo/Giovanna Dell'Orto
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Cimeira "Destino Europa" juntou em Bruxelas profissionais do setor para debater um futuro mais amigo do planeta e ao alcance da maioria de quem quer viajar

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O turismo está a mudar, está a evoluir e tem de se adaptar às novas condicionantes do planeta, mas também às limitações das comunidades locais, cada vez mais pressionadas nas principais cidades como Lisboa ou Porto, em Portugal.

Esta foi a mensagem endereçada pelo diretor-executivo da Comissão Europeia de Turismo (CET), o espanhol Eduardo Santander, na Cimeira "Destination Europe" ("Destino Europa", em tradução livre), que decorreu esta terça-feira em Bruxelas.

Foi um encontro de profissionais do turismo onde a Euronews ouviu serem debatidos os atuais problemas e desafios do setor.

“As pessoas precisam de férias para poderem cortar com a rotina, mas nós também queremos que as pessoas percebam que o turismo vem com uma responsabilidade perante as comunidades locais, os empreendedores e também perante elas próprias, que pretendem fazer algo não só bom para elas, mas também para o ambiente, para a sociedade e para as pessoas em redor", explicou-nos o diretor-executivo da CET.

As pessoas procuram uma experiência real e nós vemos que o turismo está a mudar de uma forma que começa a ser quase uma necessidade social.
Eduado Santander
Diretor-executivo da Comissão Europeia de Turismo

De acordo com algumas sondagens realizadas no setor do turismo, quem viaja quer poder fazê-lo de uma forma mais sustentável.

Este ano, três quartos dos inquiridos expressaram a vontade de fazer férias com uma baixa pegada de carbono, mas encontraram obstáculos nesse desejo, como reconheceu à Euronews a diretora de Sustentabilidade do portal "Booking.com".

“Sabemos que há algumas barreiras que estão a enfrentar, por isso, apesar da intenção, há algo que os impede de avançar. E isso são os custos ou a perceção dos custos. Ou seja, sentem que as opções sustentáveis são demasiado caras. E há também a ideia de que que há poucas opções de escolha", explicou-nos Danielle D'Silva.

A responsável de sustentabilidade de um dos portais de turismo de maior sucesso na Internet diz haver "50% dos turistas a dizer que as opções sustentáveis são demasiado caras", mas, "curiosamente, há também 50% deles a dizer-se dispostos a pagar mais por uma experiência ou alojamento com certificação sustentável".

Este compromisso climático, a avançar, pode assumir a forma de uma certificação ecológica ou de informações sobre emissões de carbono implicadas em cada viagem.

Os riscos são elevados para a União Europeia, o principal destino turístico mundial e onde o setor representa 10% do PIB comum. Além disso, estão ainda em jogo entre 25 e 30 milhões de postos de trabalho europeus diretamente dependentes do turismo.

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