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Cimeira UE-CELAC: Nicarágua "boicota" artigo sobre Ucrânia nas conclusões

Líderes das instituições da UE e da CELAC na conferência de imprensa, que encerrou a cimeira em Bruxelas
Líderes das instituições da UE e da CELAC na conferência de imprensa, que encerrou a cimeira em Bruxelas Direitos de autor European Union
Direitos de autor European Union
De  Aida Sanchez AlonsoIsabel Marques da Silva
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Houve promessas de investimento e de melhor cooperação política, mas a Nicarágua discordou do parágrafo que manifesta "profunda preocupação com a atual guerra contra a Ucrânia", no documento de conclusões da cimeira UE-CELAC, terça-feira, em Bruxelas.

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A declaração política conjunta saída da cimeira foi assinada, formalmente, apenas por Charles Michel, presidente do Conselho Europeu (órgão que rúne os 27 líderes da União Europeia) e Ralph Gonsalves, que preside atualmente à Comunidade dos Países da América Latina e das Caraíbas (CELAC), sendo primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas.

O texto foi endossado por 59 representantes dos 60 países (27 da UE e 33 da CELAC), tendo a Nicarágua mantido a oposição à referência sobre a guerra na Ucrânia, no final da cimeira, em Bruxelas.

"Estamos extremamente satisfeitos por termos conseguido alcançar uma posição muito forte de 60 países à volta da mesa, membros da UE e da CELAC. Constatei, com o meu colega Ralph Gonsalves, que é o copresidente desta cimeira, que apenas um país não conseguiu chegar a acordo sobre um parágrafo", referiu Charles Michel.

Outro parágrafo polémico teve a fazer com o passado colonial de alguns Estados-membros europeus. No final, a declaração lamenta o sofrimento infligido aos milhões de escravos traficados, mas não foi incluída uma menção a medidas de compensação.

Acordos comerciais concluídos e outros em vias disso

A cimeira serviu, sobretudo, para relançar os laços económicos e comerciais. A Comissão Europeia comprometeu-se a investir 45 mil milhões de euros em mais de 130 projetos, em vários setores industriais nos países da CELAC.

É a primeira vez que podemos discutir e falar claramente sobre um mecanismo para acabar com o extractivismo na América Latina e a ideia de que a América Latina é apenas um produtor de matérias-primas e que não deve industrializar essa produção primária.
Alberto Fernández
Presidente da Argentina

Também foram assinados vários acordos comerciais, incluindo um memorando de entendimento com o Chile, sobre importação de matérias-primas.

"É a primeira vez que podemos discutir e falar claramente sobre um mecanismo para acabar com o extrativismo na América Latina e a ideia de que a América Latina é apenas um produtor de matérias-primas e que não deve industrializar essa produção primária", disse Alberto Fernández, presidente da Argentina.

"É a primeira vez que podemos falar de extrativismo sem culpas. Meio a brincar, meio a sério, foram precisos cinco séculos, mas finalmente conseguimos", acrescentou.

Já a ratificação do acordo UE-Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguais, Uruguai) deverá ocorrer só no final do ano.

A União Europeia está a tentar contrabalançar a crescente influência da China na região, que é agora o segundo maior parceiro comercial da região, a seguir aos EUA.

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