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Putin promete cessar-fogo se Ucrânia retirar das regiões ocupadas

O plano de paz foi apresentado pelo presidente russo no Ministério dos Negócios Estrangeiros
O plano de paz foi apresentado pelo presidente russo no Ministério dos Negócios Estrangeiros Direitos de autor AP
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De  Euronews
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O presidente russo apresentou o seu plano de paz para a Ucrânia. Promete parar as hostilidades se as tropas de Kiev se retirarem das regiões ocupadas pela Rússia e se a Ucrânia desistir do desejo de se juntar à NATO.

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O Presidente russo Vladimir Putin diz que ordena "imediatamente" um cessar-fogo na Ucrânia se Kiev começar a retirar as tropas de quatro regiões ocupadas e anexadas unilateralmente por Moscovo em 2022 e renunciar aos planos de adesão à NATO.

Durante um discurso no Ministério russo dos Negócios Estrangeiros em Moscovo, esta sexta-feira, Putin disse que a sua proposta iria proporcionar uma "resolução final" para o conflito, em vez de o "congelar", e sublinhou que o Kremlin está "pronto para iniciar negociações sem demora".

O líder russo afirmou que a sua proposta irá restaurar a "unidade" entre as duas nações em conflito e a Europa em geral. Os responsáveis ucranianos e da NATO rejeitaram a proposta, afirmando que não se trata de uma verdadeira oferta de paz.

A Ucrânia quer aderir à aliança militar de 32 membros e exigiu que a Rússia retire as suas tropas de todos os territórios.

As declarações de Putin foram feitas no momento em que os líderes do G7 se reuniram em Itália e concordaram em conceder um empréstimo de 46 mil milhões de euros à Ucrânia. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, assinou também um acordo de segurança de 10 anos com o seu homólogo norte-americano Joe Biden.

Este fim de semana, a Suíça também vai receber líderes mundiais - mas não de Moscovo - para tentar definir os primeiros passos para a paz na Ucrânia.

A conferência é baseada numa fórmula de paz de 10 pontos apresentada por Zelenskyy no final de 2022 e visa reunir a comunidade internacional contra a Rússia.

Retirada do território

A Rússia lançou a sua invasão em grande escala da Ucrânia em fevereiro de 2022.

Depois de as forças ucranianas terem impedido uma tentativa russa de invadir a capital, grande parte dos combates centrou-se nas regiões fronteiriças do sul e do leste do país.

A Rússia não controla totalmente nenhuma das quatro regiões que anexou ilegalmente em 2022, mas Putin insistiu que Kiev deveria retirar-se totalmente delas e essencialmente cedê-las a Moscovo dentro das suas fronteiras administrativas.

Em Zaporíjia, no sudeste, a Rússia ainda não controla a capital administrativa homónima da região. Na região vizinha de Kherson, Moscovo retirou-se da maior cidade e capital com o mesmo nome em novembro de 2022.

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