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Esquerda bate extrema-direita, primeiro-ministro francês demite-se. E agora?

Segunda volta das eleições legislativas em França
Segunda volta das eleições legislativas em França Direitos de autor  Euronews
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De Manuel Ribeiro  & Bárbara Cruz com Ana F. Palma
Publicado a Últimas notícias
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Esquerda consegue vitória inesperada mas não chega à maioria absoluta. Gabriel Attal, da coligação de Macron, anunciou que vai entregar a resignação ao Presidente.

Numa reviravolta inesperada, o Rassemblement National não venceu a segunda volta das eleições legislativas em França. Depois de ter ficado à frente na primeira volta, de acordo com as primeiras projeções, cai para terceiro: a Nova Frente Popular consegue a dianteira e em segundo fica a coligação do presidente Macron.

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Gabriel Attal, primeiro-ministro, nomeado pelo Presidente francês, anunciou que vai entregar a demissão.

Acompanhe a noite eleitoral em direto na Euronews.

Direto finalizado

O silêncio de Emmanuel Macron

O Presidente francês ainda não quebrou o seu silêncio sobre o resultado das eleições antecipadas que convocou após a derrota da extrema-direita nas eleições europeias do mês passado. A sua última publicação pública nas redes sociais, para além de uma fotografia sua a votar ontem, foi um tweet de felicitações à seleção francesa de futebol por ter vencido Portugal num "jogo intenso" na passada sexta-feira.

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Programa da NFP "incompatível" com expectativas dos eleitores franceses, diz aliado de Macron

François Bayrou, líder do partido centrista MoDem, que faz parte da coligação Ensemble de Macron, afirmou esta manhã que os partidos de esquerda que formam a Nova Frente Popular (NFP) têm "atitudes e opções políticas incompatíveis entre si".

O deputado criticou também o programa apresentado pelo NFP nos dias que se seguiram à dissolução da Assembleia Nacional, considerando-o "incompatível com o que um grande número de franceses pensa sobre o futuro da França" e com a União Europeia.

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"Cenário menos previsível" ocorreu nas eleições legislativas, diz analista

Tara Varma, membro convidado da Brookings Institution, disse à Euronews que tinha duas conclusões em reação aos resultados das eleições: primeiro, que existe um bloco contra a extrema-direita e, segundo, que pode haver um regresso à divisão direita-esquerda.

"O cenário menos previsível é aquele que ganhou", disse Varma, referindo-se ao facto de a coligação de esquerda Nova Frente Popular (NFP) ter obtido o maior número de lugares no parlamento.

Agora, o "desafio é realmente saber se (a coligação de esquerda) consegue chegar a acordo sobre um primeiro-ministro e se (o Presidente Emmanuel Macron) o seguirá".

Marine Tondelier, líder do Partido dos Verdes, foi uma revelação na campanha, contribuindo para mobilizar a esquerda, especialmente devido ao seu conhecimento de estar na oposição ao Rassemblement National, de extrema-direita, na política local.

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Resultados oficiais do Ministério do Interior francês

Eis a contagem confirmada de lugares na nova Assembleia Nacional de França:

Nova Frente Popular (NFP), aliança de esquerda/verde: 182

Ensemble, o grupo centrista/liberal do Presidente Macron: 168

Rassemblement Nacional (RN), extrema-direita: 143

Les Républicains (LR), centro-direita: 45

Outra direita: 15

Outra esquerda: 13

Outro centro: 6

Regionalistas: 4

Outros: 1

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Primeiro-ministro Gabriel Attal mantém lugar de deputado

Gabriel Attal, que anunciou ao início da noite deste domingo que iria apresentar formalmente a sua demissão na segunda-feira, depois de a sua coligação centrista ter perdido a maioria relativa, manteve o seu lugar no décimo círculo eleitoral de Hauts-de-Seine.

De acordo com os dados do Ministério do Interior, Attal obteve 58,2% dos votos contra um candidato socialista que concorria pela Nova Frente Popular.

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Primeiro-ministro espanhol reage aos resultados das eleições francesas

O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, líder do partido de centro-esquerda PSOE, felicitou o Reino Unido e a França por terem rejeitado a política de direita esta semana.

"Esta semana, dois dos maiores países da Europa escolheram o mesmo caminho que a Espanha escolheu há um ano: a rejeição da extrema-direita e um compromisso firme com uma esquerda social que enfrenta os problemas das pessoas com políticas sérias e corajosas", afirmou Sánchez num post no X. 

"O Reino Unido e a França disseram SIM ao progresso e ao progresso social e NÃO ao retrocesso nos direitos e nas liberdades", acrescentou. "A extrema-direita não pode ser negociada nem governada".

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Laurent Wauquiez garante que não entrará em "nenhuma coligação"

Laurent Wauquiez, antigo dirigente do partido de direita Os Republicanos (LR), que se candidatou como dissidente depois de se ter recusado a aderir à aliança com a extrema-direita, incentivada pelo dirigente do partido, declarou que não participará numa coligação governamental.

Dado que nenhum partido conseguiu os 289 lugares necessários para governar sozinho e que não podem ser convocadas novas eleições legislativas nos próximos 12 meses, será necessária uma coligação entre vários partidos para formar um governo.

"Estou a ver a tentação de negociar e combinar para construir maiorias não naturais. Isso não acontecerá connosco. A nossa democracia já sofreu demasiado com isso. Foi esta confusão e esta indefinição permanente que levaram a França ao ponto em que se encontra atualmente", escreveu Wauquiez no X.

"A abordagem 'ao mesmo tempo' está morta esta noite, e quem quiser prolongá-la nas costas dos eleitores será desacreditado amanhã. A França só pode recuperar com clareza. Para nós, não haverá coligação nem compromisso", acrescentou.

Wauquiez, que foi porta-voz do governo e ministro do ensino superior do presidente Nicolas Sarkozy, continua a ser uma figura poderosa nos republicanos. Atualmente, é presidente do Conselho Regional de Auvergne-Rhone-Alpes.

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Noite marcada por momentos de tensão

Apesar de ter sido sobretudo uma noite de celebração em Paris, houve confrontos entre a polícia de intervenção e alguns manifestantes que tentaram incendiar caixotes do lixo e bicicletas partilhadas nas ruas da capital francesa. As autoridades dispersaram os protestos com gás lacrimogéneo.

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Muitos ministros "macronistas" reeleitos

Deduzindo os ministros que se retiraram da segunda volta para bloquear o Rassemblement National, muitos ministros do governo de Attal conseguiram a sua aposta na reeleição no domingo à noite, muitas vezes com o apoio da esquerda.

Foi o caso do ministro do Interior Gérald Darmanin, do ministro dos Negócios Estrangeiros Stéphane Séjourné, de Frédéric Valletoux (Saúde), Marc Fesneau (Agricultura), Jean-Noël Barrot (Europa), Hervé Berville (Mar), Roland Lescure (Indústria), Aurore Bergé (Igualdade de Géneros), Agnès Pannier-Runnacher (Agricultura), Franck Riester (Comércio Externo), Guillaume Kasbarian (Habitação), Marie Lebec (Relações com o Parlamento) e Marina Ferrari (Digital).

No entanto, dois ministros foram derrotados: Sarah El Haïry (Infância) e Stanislas Guerini (Função Pública).

Os resultados estão ainda por conhecer para o primeiro-ministro Gabriel Attal, Thomas Cazenave (Contas Públicas), Olivia Grégoire (Negócios) e Prisca Thevenot (Porta-voz do Governo).

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A recente reforma das pensões na mira da NFP

Fabien Roussel, líder do Partido Comunista, que faz parte da vitoriosa coligação de esquerda Nova Frente Popular, disse à televisão francesa que tenciona "colocar imediatamente na ordem do dia a revogação da reforma aos 64 anos".

A reforma das pensões, que adiou em dois anos a idade legal da reforma, só foi aprovada em abril de 2023, depois de o Governo ter recorrido ao artigo 43.9, que lhe permite aprovar uma lei sem votação.

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Projeções ligeiramente alteradas

As projeções foram ligeiramente alteradas mas, em última análise, pouco muda, segundo a Ipsos. A Nova Frente Popular continua à frente, com uma previsão de 177 a 192 lugares, seguida da coligação Ensemble, com 152 a 158 lugares, e do RN, com 138 a 145 lugares.

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Primeiro-ministro polaco "feliz em Varsóvia" com os resultados das eleições

Donald Tusk, primeiro-ministro polaco, publicou nas redes sociais a reação aos resultados das eleições antecipadas em França: "Entusiasmo em Paris, desilusão em Moscovo, alívio em Kiev. O suficiente para estar feliz em Varsóvia", escreveu.

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Pedro Nuno Santos felicita esquerda pelo "extraordinário resultado"

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Marcelo Rebelo de Sousa: "O que o povo decide está bem decidido"

Marcelo Rebelo de Sousa não se alongou em comentários sobre o resultado das eleições francesas e a derrota da extrema-direita. "O que o povo decide está bem decidido", comentou o Chefe de Estado, citado pela agência Lusa, em Beja. 

"Eu observo atentamente o que se passa e que é muito importante para a Europa. Vamos esperar os resultados finais e, depois, amanhã ou depois de amanhã, eu falarei", disse apenas.

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Macron ligou a Holland para lhe dar os parabéns pela eleição

O jornal francês Le Figaro avança que Emmanuel Macron telefonou a François Hollande, seu antecessor na presidência, para o felicitar pela eleição em Corrèze para a Assembleia Nacional.

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Rui Tavares pede "sinais de responsabilidade" em governação "social e ecológica"

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Mariana Mortágua diz que "a esperança ganha força na Europa"

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Ipsos atualiza números das projeções

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Resultados foram um "alívio", diz deputada dos Verdes à Euronews

Cyrielle Chatelain, presidente do grupo parlamentar dos Verdes na Assembleia Nacional de França, disse à Euronews que ver o RN de extrema-direita com menos lugares do que pensavam foi um "alívio".

Com lágrimas nos olhos, disse que os resultados favoráveis foram uma surpresa.

"Eu estava com a Marine (presidente dos Verdes) quando recebemos os resultados, foi sim [uma surpresa]. Podia dizer-vos que sabíamos que isto ia acontecer, mas não é verdade, estávamos a fazer campanha com um nó no estômago porque todos os dias encontrávamos pessoas no âmbito do programa do Rassemblement National", disse à Euronews.

"Foi um alívio vê-los com menos votos do que pensávamos", acrescentou.

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Catarina Martins elogia "extraordinário resultado" da Nova Frente Popular

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Ciotti denuncia uma "aliança da vergonha" que dá "poder à extrema-esquerda"

"A nossa República está dominada por um mal-estar. A esquerda está a ganhar graças ao Sr. Macron", criticou Éric Ciotti, descrevendo o presidente como um "kamikaze" e denunciando uma "aliança da vergonha" que deu poder à extrema-esquerda.

Recorde-se que Ciotti foi expulso da liderança dos republicanos depois de apoiar um acordo com o Rassemblement National.

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Centenas de encapuzados em confrontos com a polícia em Paris

Fonte policial disse ao Le Figaro que 500 encapuzados de extrema-esquerda estão atualmente reunidos perto da Place de la République, na rue Charlot, em Paris. A polícia está em alerta e já terá havido confrontos, mas sem feridos a registar.

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André Ventura reage às projeções

O líder da extrema-direita portuguesa fala numa "derrocada" para a Europa caso se confirme a vitória da esquerda nas legislativas francesas.

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Primeiro-ministro Attal anuncia demissão

O primeiro-ministro francês, Gabriel Attal, anunciou que vai entregar a demissão ao presidente Macron, após a vitória da esquerda nas eleições.

"Gostaria de felicitar os 577 deputados recém-eleitos. Todos juntos representam a nossa nação. Não escolhi esta dissolução, mas recusei sujeitar-me a ela e, juntamente com os nossos candidatos, decidimos lutar", disse o primeiro-ministro. "Esta noite, nenhuma maioria absoluta pode ser liderada pelos extremos, graças à nossa determinação e à força dos nossos valores, estamos firmes. Temos três vezes mais deputados do que as estimativas apresentadas no início desta campanha", salientou.

"Em todos os lugares que fui, fiz questão de vos ouvir. Esta noite, o partido político que representei nesta campanha não tem maioria e amanhã de manhã entregarei a minha demissão ao Presidente da República", disse.

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Le Pen garante que não está desiludida

"Tenho demasiada experiência para ficar desiludida com um resultado em que duplicamos o número dos nossos deputados", afirmou Marine Le Pen em declarações à francesa TF1.

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A possível composição do parlamento

De acordo com as projeções eis como se prevê a distribuição dos lugares na Assembleia Nacional.

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"Queria abrir um caminho de esperança", afirma François Hollande, eleito deputado por Corrèze

"Decidi candidatar-me aqui em Corrèze, onde sempre retirei a minha legitimidade", afirmou François Hollande, antigo presidente francês. "Senti que o meu dever, apesar dos cargos que ocupei, era fazer tudo o que estivesse ao meu alcance para evitar que a extrema-direita chegasse ao poder, mas também para abrir um caminho de esperança", sublinhou em declarações à imprensa este domingo.

Na opinião de Holland, a Nova Frente Popular tem a responsabilidade de "cumprir o seu papel: influenciar as decisões que terão de ser tomadas e, deste ponto de vista, tomar todas as decisões necessárias, como o congelamento dos preços, nomeadamente do gás, pôr em causa as pensões, etc. É tudo isto que a Assembleia deve assumir", enumerou. "Depois, haverá que tomar decisões fiscais e nós sabemos o que queremos inscrever neste orçamento: imposto sobre o património ou sobre os lucros das empresas. É isso que esperamos da esquerda", disse.

 

"Sou socialista, não terá passado despercebido a ninguém, mas a esquerda reequilibrou-se e tanto melhor. Três palavras devem contar: trabalho para ajudar os franceses, apaziguamento, que a esquerda também deve trazer, e finalmente devemos ser os defensores ardentes da justiça social", concluiu François Hollande.

 

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Emmanuel Macron não discursará este domingo

O Palácio do Eliseu anunciou que o Presidente da República não irá discursar este domingo. Macron vai esperar que a nova Assembleia esteja "estruturada" para "tomar as decisões necessárias", informou o Eliseu em comunicado divulgado à imprensa.

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Bardella reage: "Acordos eleitorais estão a atirar a França para os braços da extrema-esquerda"

O líder do Rassemblement National já reagiu às primeiras projeções: agradecendo aos eleitores, Bardella disse que o RN conseguiu "o maior avanço da sua história" mas frisou que "as alianças da desonra desta noite privam o povo francês de uma política de recuperação".

"Esta noite, os acordos eleitorais estão a atirar a França para os braços da extrema-esquerda de Jean Luc Mélenchon", continuou. 

"Mais do que nunca, o Rassemblement National encarna a única alternativa e estará ao lado do povo francês. Não queremos o poder pelo poder, mas para o devolver ao povo francês", rematou. "Esta noite, tudo começa", disse ainda.

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Macron apela à "prudência"

O "bloco central está vivo e de boa saúde", disse a comitiva do Presidente à AFP. Macron apelou à "prudência" e sublinhou que os resultados não respondem à questão de "quem governar" .

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Meses de disputa política no horizonte?

Recapitulemos: a coligação de esquerda, a Nova Frente Popular (NFP), deverá ter entre 172 e 192 lugares, segundo a sondagem da IPSOS.  Já os democratas liberais centristas, do Presidente Emmanuel Macron, deverão alcançar entre 150 e 170 lugares, enquanto os republicanos de centro-direita (LR) poderão obter entre 57 e 67 assentos parlamentares.

O Rassemblement National, o partido de extrema-direita liderado por Marine Le Pen e Jordan Bardella, deverá obter apenas 132-152 lugares, o que o colocará provavelmente em terceiro lugar, pelo que Le Pen e os seus aliados republicanos poderiam obter entre 230 e 280 lugares.

Com a possibilidade de um parlamento sem maioria, o futuro em França poderá ser marcado por meses de duras disputas políticas.

 

Recorde-se que as legislativas elegem 577 deputados da Assembleia Nacional e, para obter a maioria absoluta, o Rassemblement National deveria ter pelo menos 289 deputados. 

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"O presidente deve curvar-se e aceitar a sua derrota", diz Jean-Luc Mélenchon

"Conseguimos um resultado que nos disseram ser impossível", exclamou Jean-Luc Mélenchon, logo após a primeira estimativa dos resultados da segunda volta das eleições legislativas. "É um grande alívio para uma grande parte do país", continuou. "A vontade do povo deve ser estritamente respeitada. Nenhum acordo seria aceitável. A derrota do Presidente da República e da sua coligação está claramente confirmada. O presidente deve curvar-se e aceitar a sua derrota".

 

"O Presidente deve convocar a Nova Frente Popular para governar", afirmou Mélenchon, do partido La France Insoumise, que faz parte da coligação vencedora Nova Frente Popular.

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Nova Frente Popular na dianteira, RN em terceiro

A Nova Frente Popular conseguirá entre 172 a a 192 lugares no parlamento francês, vencendo a segunda volta das eleições. A coligação de Macron fica em segundo, com 150 a 170 deputados. O Rassemblement National consegue 132 a 152 lugares, de acordo com as projeções da Ipsos.

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Aliança contra a extrema-direita derrota Rassemblement National

As primeiras estimativas da Ipsos indicam que a esquerda conseguiu sobrepor-se ao partido de Le Pen.

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Polícia cerca sede do parlamento francês

À medida que se aproxima a hora do fecho das urnas, as autoridades estão a reforçar a presença junto da Assembleia Nacional em Paris. As primeiras projeções deverão ser conhecidas dentro de poucos minutos, pelas 19:00 em Lisboa.

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Coligação presidencial sem discursos previstos

Ainda não é claro se a coligação centrista Ensemble do presidente francês Emmanuel Macron vai organizar algum evento nesta noite eleitoral. Ainda não foi comunicado aos jornalistas se o primeiro-ministro Gabriel Attal vai discursar e, em caso afirmativo, de onde.

Ao contrário do Rassemblement National de extrema-direita, que lidera as sondagens, e de vários partidos de esquerda, que comunicaram quem do seu campo iria discursar e, sobretudo, de onde.

No domingo passado, três horas antes da divulgação da sondagem à boca das urnas, foi anunciado que Attal iria discursar a partir da sede do seu partido, no centro de Paris. Mas acabou por fazer o discurso a partir da residência oficial do primeiro-ministro, sem militantes ou funcionários à vista.

As sondagens divulgadas na sexta-feira preveem que o Ensemble chegue em terceiro lugar, atrás do RN e da coligação de esquerda Nova Frente Popular. Uma sondagem da Toluna Harris para a RTL, M6 e Challenges previa que o Ensemble apenas manteria entre 115 e 145 lugares (contra os 245 lugares que tinha antes da dissolução). Por conseguinte, terá de estabelecer uma coligação com outras forças se quiser manter-se no governo. 

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Mapa interativo com os resultados da segunda volta das eleições em França

A votação está a decorrer no domingo em França continental para a segunda volta das eleições. Siga os resultados finais em cada cidade no nosso mapa interativo.

Resultados das eleições: Mapa com resultados por círculo eleitoral

A votação está a decorrer no domingo em França continental para a segunda volta das eleições. Siga os resultados finais em cada cidade no nosso mapa interativo…

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Segunda volta das eleições em França: às 17 horas, a taxa de participação era de 59,71%

Taxa de participação às 17 horas em França: 59,71%.

Na semana passada, à mesma hora, a afluência foi de: 59,39%

 Em 2022, a taxa de participação às 17 horas era de 38,11%.

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Políticos alvo de atos de violência

As quatro semanas de campanha eleitoral na França foram marcadas pela violência contra políticos e suas equipas.

O Ministro do Interior, Gérald Darmanin, declarou à televisão francesa na sexta-feira de manhã que "51 candidatos e outros membros associados às campanhas foram agredidos fisicamente".

Entretanto, foram registados mais ataques.

Entre os alvos contam-se a candidata do RN em Savoie, Marie Dauchy, que foi forçada a suspender a sua campanha entre as duas voltas, e a porta-voz do governo Prisca Thevenot, que foi alvo de ataques enquanto fazia panfletos. Dois dos seus colaboradores ficaram feridos.

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Nova Caledónia: independentista Emmanuel Tjibaou eleito deputado

Emmanuel Tjibaou tornou-se o primeiro deputado pró-independência da Nova Caledónia, um dos territórios ultramarinos franceses, desde 1986.

Tjibaou, que obteve 57% dos votos, é filho de Jean-Marie Tjibaou, o líder independentista Kanak assassinado na comuna de Ouvéa em 1989.

Convém notar que, nos últimos anos, o território ultramarino da Nova Caledónia realizou referendos sobre o seu futuro em França, tendo obtido sempre um resultado pró-francês. No entanto, a questão da independência continua a ser muito contestada.

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Attal e Marcon votaram antes do almoço. Marine Le Pen não precisa de votar

O presidente da República Francesa, Emmanuel Macron e o primeiro-ministro, Gabriel Attal, votaram esta manhã.

Entre os líderes que não vão hoje às urnas está Marine Le Pen, que já foi eleita na primeira volta.

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Devem manter a sua candidatura ou retirar-se para bloquear o caminho da extrema-direita?

É este o dilema que enfrentam os candidatos qualificados que ficaram em terceiro lugar na primeira volta das eleições legislativas.

Legislativas francesas: o dilema dos eleitores quando os candidatos se retiram

Em Tourcoing, o candidato da NFP retirou-se da corrida para bloquear a extrema-direita. Os eleitores terão de escolher entre Gérald Darmanin e o RN na segunda…

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