EventsEventos
Loader

Find Us

FlipboardLinkedin
Apple storeGoogle Play store
PUBLICIDADE

Migrantes na fronteira da Polónia vivem de ajuda humanitária

Migrantes na fronteira da Polónia vivem de ajuda humanitária
Direitos de autor AFPTV
Direitos de autor AFPTV
De  Euronews com AFP
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

Voluntários estão a prestar apoio aos milhares de pessoas que chegam da Bielorrússia. No entanto, estado de emergência na Polónia proíbe associações humanitárias de chegar ao local, pondo em risco os migrantes.

PUBLICIDADE

Com o frio do inverno a chegar, torna-se cada vez mais difícil dar apoio aos milhares de pessoas que desde o verão tentam entrar sem documentos na União Europeia, através da fronteira entre e a Bielorrússia a Polónia.

Empurrados de um lado, retidos e devolvidos pelo outro, os migrantes acabam por viver num pingue-pongue político sem condições humanas. A única ajuda que chega vem pela mão de **voluntários. **Na vasta floresta da região, por vezes, encontram quem precisa graças a coordenadas de GPS enviadas por telemóvel.

A poucos quilómetros da floresta onde vários migrantes tentaram entrar, o quartel dos bombeiros da cidade de Michalowo foi transformado num armazém, onde os habitantes podem deixar bens essenciais para ajudar quem chega com pouco mais que a roupa do corpo.

Marysia Zlonkiewicz, trabalha com a associação humanitária Grupa Granica e salienta a importância do trabalho voluntário da comunidade.

"É muito importante mostrar-lhes solidariedade, calor humano, que não estão sozinhos. Por outro lado, têm muito medo das autoridades e dos guardas de fronteira, porque, quando se encontram com eles, voltam para a Bielorrússia", conta.

Recentemente o governo polaco instaurou um estado de emergência na fronteira com a Bielorrússia, impedindo o acesso de jornalistas e trabalhadores de associações humanitárias ao local.

Michalowo ficou conhecida quando guardas da fronteira enviaram um grupo de crianças e mulheres migrantes de volta para a floresta apesar dos pedidos de asilo.

Munida de cinco sacos repletos de roupa de inverno, Krystyna Luczewska, viajou da cidade de Bialystok até ao quartel para dar o seu contributo e gostaria de ver outros a ter um gesto semelhante.

"Alguns dos locais querem ajudar, outros ameaçam-nos, mas são seres humanos. E devem sempre ajudar outro ser humano", afirma.

Já as autoridades rejeitam as acusações.

"Nós ajudamo-los, levamo-los para o nosso centro [de refugiados]. Nunca, num milhão de anos, os magoaríamos. Essas afirmações de que estamos a levar os cartões de telemóvel e a espancá-los, são totalmente falsas", alega uma guarda de fronteira que preferiu não ser identificada.

De forma a impedir a entrada ilegal de pessoas na Polónia, o Senado aprovou, esta quarta-feira, a construção de um muro ao longo de toda a fronteira com a Bielorrússia, no valor de 350 milhões de euros.

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

Polónia envia soldados para a fronteira com a Bielorrússia

Migrantes bloqueados na fronteira entre a Polónia e Bielorrússia

Tusk nomeia comissão para investigar influência russa e bielorrussa após detenções de espiões