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Civis eslovacos já doaram mais de 4 milhões de euros à Ucrânia para aquisição de munições

Zuzana Čaputová e Volodymyr Zelenskyy
Zuzana Čaputová e Volodymyr Zelenskyy Direitos de autor AP/Ukrainian Presidential Press Office
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De  Euronews
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A iniciativa da ONG "Munições para a Ucrânia - Se o governo não as enviar, nós enviamos" foi lançada em meados de abril para angariar fundos adicionais para uma iniciativa checa, depois de o governo eslovaco se ter recusado a participar. Num mês, quase 67.000 pessoas fizeram donativos.

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Os eslovacos conseguiram angariar mais de quatro milhões de euros para apoiar o exército ucraniano, apesar da postura pró-Rússia do governo do país. A Euronews esteve à conversa com uma das principais organizadoras da iniciativa da ONG "Munições para a Ucrânia - Se o governo não as enviar, nós enviamos" em Bratislava.

Lucia Štasselová e os colegas têm vindo a organizar eventos de caridade para ajudar a população ucraniana desde o início da guerra.

"A nossa equipa formou-se por acaso. Sou arquiteta de formação, um de nós dirige um teatro, mas também temos especialistas em IT e advogados. Temos origens completamente diferentes, mas todos temos um sentimento muito forte de que o que está a acontecer é inaceitável, que temos de fazer alguma coisa", explicou.

A ideia da organização foi abordada por um fotojornalista e pelo diretor da Open Society, pouco depois das eleições presidenciais, porque decidiram que não se queriam associar à abordagem do governo em relação à Ucrânia.

"Em algumas declarações, os membros do governo são irónicos em relação à nossa iniciativa, banalizando-a e dizendo que não é nada. Eles são os líderes oficiais do país e respeitamos a sua opinião, mas vivemos numa democracia, por isso, compreendemos que o governo não quer ajudar, mas o povo eslovaco quer", explicou. 

A iniciativa também envolveu o conhecido jornalista e publicitário eslovaco Martin M. Šimečka que defende que a doação é uma ótima oportunidade para os cidadãos com espírito cívico sentirem realmente que ajudaram.

"As pessoas estão zangadas e aborrecidas com o governo, por isso, para elas, é uma forma de manter a sua voz e de mostrar que estamos aqui e que discordamos do governo. Se o nosso governo fosse pró-ucraniano, não faria sentido recolher dinheiro dos civis e, nesse caso, a iniciativa não seria um sucesso", sublinhou.

O ministro dos Negócios Estrangeiros eslovaco, Juraj Blanar, disse no final de março que a Eslováquia não enviaria armas para a Ucrânia porque "não há solução militar para o conflito". Muitos eslovacos estão envergonhados com o centrismo russo do governo, razão pela qual muitos deles estão a contribuir para apoiar a iniciativa "Munições para a Ucrânia", de acordo com o angariador de fundos.

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