Países Baixos anunciam mais 3 mil milhões de euros na cimeira da NATO em Ancara. A ministra Dilan Yeşilgöz-Zegerius diz ao Europe Today que a pressão sobre aliados que não reforçam a defesa vai aumentar.
Os aliados que não se preparem para gastar 5% do PIB em defesa ficarão sob pressão dos restantes aliados da NATO, afirmou à Euronews a ministra da Defesa dos Países Baixos, Dilan Yeşilgöz-Zegerius.
Os líderes da NATO reúnem-se em Ancara para a cimeira, onde o primeiro dia deverá ser dominado por vários anúncios de investimento em defesa por parte dos países membros, num montante estimado de centenas de milhares de milhões de euros.
O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, instou os aliados a transformarem o compromisso de aumentar a despesa em capacidades concretas, como sistemas de defesa Patriot, tecnologia de drones e munições.
"Aqui, em Ancara, espero que os países apresentem planos claros, concretos e credíveis para alcançar a meta dos 5%", afirmou na conferência de imprensa antes da cimeira. "Vamos anunciar dezenas de milhares de milhões de euros em novos contratos que vão fornecer o equipamento crucial de que precisamos para dissuadir e defender."
Em 2025, a despesa fundamental em defesa da Europa e do Canadá aumentou 139 mil milhões de dólares (122 mil milhões de euros) num único ano, o que representa um aumento de 20%.
Embora a maioria dos países consiga apresentar uma trajetória credível para as novas metas de despesa, três aliados ainda não atingiram o objetivo anterior de 2%: a Albânia, a República Checa e a Eslovénia, que ficarão sob pressão para garantirem que investem o suficiente nas suas capacidades para enfrentarem a realidade das ameaças atuais.
"No ano passado, em Haia, fizemos muitas promessas. Porém, essas promessas só valem a pena se forem cumpridas”, declarou Zegerius. "Hoje, espero ver isso nos meus colegas. Com os que não estiverem a cumprir, também falarei, porque temos de fazer isto em conjunto.”
Zegerius afirmou que só será possível neutralizar a ameaça russa no continente europeu se todos aumentarem o seu empenho.
"Como sabem, temos uma guerra no nosso próprio continente. Temos um inimigo à nossa frente, Putin, e é muito importante estarmos em condições de lhe fazer frente."