Entre os prisioneiros libertados havia soldados rasos, sargentos e oficiais capturados em combates em Mariupol, Donetsk, Kharkiv e noutras regiões da linha da frente desde o início da invasão em larga escala da Rússia, em 2022.
Um vídeo divulgado pela Presidência ucraniana mostrava militares de regresso em lágrimas, a abraçarem camaradas de armas e a telefonarem a familiares pouco depois de voltarem a território controlado pela Ucrânia. Kiev indicou que a troca incluiu também defensores que serviram junto à central nuclear de Chernobyl e na área da capital.
O Ministério da Defesa russo confirmou que ambos os lados libertaram 205 prisioneiros cada um na operação de troca realizada na quinta-feira. Os militares russos libertados pela Ucrânia foram encaminhados para a Bielorrússia para apoio médico e psicológico antes do regresso à Rússia. Os Emirados Árabes Unidos ajudaram a mediar o acordo, dando continuidade ao papel diplomático que já tinham desempenhado em anteriores trocas humanitárias entre Moscovo e Kiev.
A troca ocorre numa altura em que os combates prosseguem no leste e no sul da Ucrânia, apesar dos renovados esforços internacionais para reativar as negociações. As trocas de prisioneiros mantêm-se como uma das poucas áreas em que ambos os lados têm preservado uma cooperação direta ao longo do conflito.