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Centenas de mortos em ataque a hospital de Gaza gera revolta na Cisjordânia

Palestinianos feridos após bombardeamento de hospital na Faixa de Gaza
Palestinianos feridos após bombardeamento de hospital na Faixa de Gaza Direitos de autor AP Photo/Abed Khaled
Direitos de autor AP Photo/Abed Khaled
De  Francisco Marques
Publicado a Últimas notícias
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Uma escola gerida pela ONU como abrigo de refugiados também foi atingida. Milhares de palestinianos procuram refúgio dos ataques israelitas, em hospitais e escolas.

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Um bombardeamento atingiu o hospital Ahli Arab, na Faixa de Gaza, provocando mais de 200 mortos. O número foi avançado pelas autoridades locais, revendo em baixa o primeiro balanço de meio milhar de fatalidades, adiantado pouco depois do ataque, mas o número tem vindo a ser agravado por diversas fontes.

É de esperar no entanto que o número de óbitos se agrave porque, de acordo com o ministério da Saúde de Gaza, existem centenas de pessoas debaixo dos escombros. 

O último balanço aponta para pelo menos 471 mortos.

"Entre 200 e 300 pessoas morreram num bombardeamento que atingiu a zona do hospital Ahli Arab. Centenas de vítimas estão sob os escombros", adiantava de início a France Press, citando um comunicado do mesmo Ministério da Saúde do território palestiniano controlado pelo Hamas.

O portal Ahram citava uma fonte do Hamas que apontava para pelo menos 600 mortos no Ahli Arab e acusava Israel pelo alegado "massacre" no hospital.

Israel dizia terça-feira ser muito cedo para comentar o alegado bombardeamento do hospital. 

As Forças de Defesa israelitas (IDF) garantem ter investigado e acabaram por acusar o movimento Jiad Islâmica Palestiniana, outro grupo sediado em Gaza e considerado terrorista pela União Europeia, como autores do disparo falhado que acabaria no estacionamento do hospital Ahli Arab.

O Hamas pela voz de Ismail Hanyeh diz qu este ataque ao hospital marca "o ponto de inflexão no conflito com Israel".

O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, decretou "três dias de luto" pelas vítimas do ataque desta terça-feira ao hospital e interrompeu a deslocação à Jordânia, onde deveria reunir-se com Joe Biden esta quarta-feira. O encontro foi cancelado.

Na Cisjordânia, centenas de palestinianos manifestaram-se contra Abbas. Jornalistas da France Press no local deram conta de confrontos entre manifestantes e forças de segurança na Cisjordânia.

Em Israel, no centro do país, as sirenes de alerta para ataques aéreos fazem-se ouvir após o disparo de uma chuva de rockets a partir da Faixa de Gaza.

O governo de Benjamin Netanyahu emitiu uma recomendação para os israelitas evitarem viajar para a Turquia ou Marrocos devido ao perigo de ataques antissemitas. 

Os que estiverem na Turquia devem sair de imediato, avisou o Conselho de Segurança israelita, elevando o nível de alerta para "4" para o território turco e "2" para Marrocos.

Entretanto multiplicam-se, nas capitais do mundo árabe, as manifestações frente a embaixadas israelitas ou de países que apoiam Israel.

Refúgios sob ataque

Os hospitais e as escolas geridas como abrigos pela ONU tinham-se tornado nos últimos dias também refúgio para milhares de palestinianos, que acreditavam estar aí a salvo dos bombardeamentos israelitas sobre a Faixa de Gaza.

Além do ataque ao hospital Ahli Arab, a ONU denunciou também um pouco antes o bombardeamento de uma escola que servia de abrigo a cerca de quatro mil palestinianos em al-Maghazi.

De acordo com as Nações Unidas, o ataque provocou pelo menos seis mortes.

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